UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Homem, 15 anos de idade, é levado ao pronto-socorro com história de tosse intensa, que começou há 15 dias. Nos últimos dias, a tosse tornou-se paroxística, ocorrendo em acessos seguidos de um som agudo na inalação. A mãe relata que ele teve sintomas gripais leves antes da tosse se intensificar. O exame físico revela taquipneia, porém ausculta sem alterações. Considerando esse quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o agente etiológico do diagnóstico mais provável.
Tosse paroxística intensa, seguida de guincho inspiratório, em adolescente, sugere fortemente coqueluche por Bordetella pertussis.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, manifesta-se classicamente em três fases: catarral, paroxística e de convalescença. A fase paroxística é marcada por acessos de tosse intensos e repetitivos, seguidos de um guincho inspiratório característico, especialmente em pacientes não ou parcialmente vacinados.
A coqueluche, ou tosse comprida, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Apesar da vacinação, surtos ainda ocorrem, e a doença pode ser grave, especialmente em lactentes não vacinados. O reconhecimento precoce dos sintomas é vital para o controle da doença e para evitar a transmissão, sendo um tópico importante para a formação médica. A fisiopatologia da coqueluche envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e necrose. A doença evolui em fases: a fase catarral, com sintomas inespecíficos semelhantes a um resfriado comum, seguida pela fase paroxística, caracterizada por acessos de tosse violentos e incontroláveis, frequentemente culminando em um guincho inspiratório. Em adolescentes e adultos, os sintomas podem ser atípicos ou mais brandos, o que dificulta o diagnóstico. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de tosse paroxística com guincho, mas pode ser confirmado por PCR de secreção nasofaríngea. O tratamento envolve antibióticos (macrolídeos) para reduzir a transmissibilidade e a gravidade da doença, se iniciados precocemente. A prevenção é feita pela vacinação, e a atualização do esquema vacinal em adolescentes e adultos é fundamental para proteger os mais jovens e vulneráveis.
A coqueluche tipicamente apresenta três fases: catarral (sintomas gripais leves), paroxística (acessos de tosse intensos e repetitivos, seguidos de um guincho inspiratório característico) e de convalescença (diminuição gradual da tosse).
O diagnóstico laboratorial da coqueluche é feito principalmente por cultura de secreção de nasofaringe (padrão ouro, mas baixa sensibilidade em fases avançadas) ou PCR (reação em cadeia da polimerase), que é mais sensível e rápido, especialmente nas primeiras semanas de tosse.
A vacinação em adolescentes e adultos (dTpa) é crucial para proteger os lactentes, que são mais vulneráveis à doença grave e morte, através da estratégia do 'casulo'. A imunidade conferida pela vacina infantil diminui com o tempo, tornando os adultos fontes de infecção.
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