FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Homem de 45 anos procura a UBS por manchas esbranquiçadas na pele, observadas há 6 meses. Realizou tratamento com “pomada de cortisona”, sem melhora. Relata ainda sensação de choque em braços e pernas nos últimos meses. Ao exame físico, além das lesões esbranquiçadas, observa-se diminuição de pilificação em região de sobrancelhas. É característica dessa doença
Hanseníase: lesões cutâneas + neuropatia periférica (choque/anestesia) + madarose.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, causando lesões cutâneas características e neuropatia que leva a alterações sensitivas e motoras. A madarose superciliar é um sinal clássico.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. É endêmica em algumas regiões do Brasil, sendo fundamental o conhecimento para o diagnóstico precoce e tratamento. O quadro clínico é polimorfo, mas a tríade clássica envolve lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e alteração de função neural (sensitiva, motora e/ou autonômica). A madarose superciliar (perda de pelos nas sobrancelhas) e a sensação de choque ou dormência são indicativos de neuropatia. O acometimento dos nervos periféricos, como radial, mediano e ulnar, é uma característica marcante da doença, levando a incapacidades se não tratada. O tratamento é feito com politerapia específica, e o diagnóstico precoce é crucial para prevenir sequelas e interromper a cadeia de transmissão.
Os principais sinais incluem manchas na pele com alteração de sensibilidade (hipo ou anestesia), espessamento de nervos periféricos, diminuição da força muscular e madarose (perda de pelos, especialmente nas sobrancelhas).
A hanseníase afeta os nervos periféricos, causando inflamação e desmielinização. Isso leva a sintomas neuropáticos como parestesias (sensação de choque, formigamento), dor e perda de sensibilidade tátil, térmica e dolorosa.
O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado no exame dermatoneurológico, que busca lesões cutâneas com alteração de sensibilidade e/ou espessamento de nervos periféricos com alteração de função. A baciloscopia pode ser realizada para classificar a doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo