UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Homem, 28 anos, procura atendimento no pronto-socorro por dispneia progressiva há 2 dias, associada à sibilância e tosse seca. Relata diagnóstico de asma desde a adolescência, com crises esporádicas controladas com salbutamol inalatório. Refere que, há 3 semanas, teve sintomas gripais e piora do controle dos sintomas asmáticos desde então. Ao exame físico, apresenta-se afebril, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente e sibilos difusos bilaterais. Foi iniciado tratamento com nebulização de beta-agonista de curta duração e corticoide sistêmico por 7 dias. Após melhora parcial do quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para o manejo ambulatorial.
Asma não controlada ou exacerbação → intensificar tratamento de manutenção com corticoide inalatório + LABA.
Paciente asmático com exacerbação e controle inadequado dos sintomas, mesmo após tratamento agudo, necessita de ajuste na terapia de manutenção. A combinação de corticoide inalatório (CI) com um beta-agonista de longa duração (LABA) é a base do tratamento de controle para asma moderada a grave, conforme as diretrizes atuais.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. O manejo da asma visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, utilizando uma abordagem escalonada baseada na gravidade da doença e na resposta ao tratamento. Infecções virais são gatilhos comuns para exacerbações, como observado no caso. O paciente em questão, com histórico de asma e piora dos sintomas após um quadro gripal, apresentando dispneia, sibilância e saturação de 93%, teve uma exacerbação. Após o tratamento agudo com beta-agonista de curta duração e corticoide sistêmico, a melhora parcial indica que o controle da doença ainda não é ideal. A conduta ambulatorial deve focar na otimização da terapia de manutenção para prevenir futuras exacerbações e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes atuais, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), recomendam que, após uma exacerbação, o tratamento de controle seja intensificado. Para pacientes que usavam apenas SABA para resgate e tiveram uma exacerbação, a introdução de um corticoide inalatório (CI) associado a um beta-agonista de longa duração (LABA) é a estratégia mais eficaz. Essa combinação atua tanto na inflamação quanto na broncodilatação, proporcionando um controle superior da doença e reduzindo o risco de eventos futuros. A revisão médica em 4 semanas permite avaliar a resposta ao novo esquema terapêutico.
A intensificação deve ser considerada quando o paciente apresenta sintomas frequentes (mais de 2 vezes por semana), despertares noturnos, necessidade de uso de beta-agonista de curta duração (SABA) mais de 2 vezes por semana, ou após uma exacerbação, indicando controle inadequado da doença.
O corticoide inalatório (CI) é a base do tratamento anti-inflamatório da asma, reduzindo a inflamação das vias aéreas. O beta-agonista de longa duração (LABA) promove broncodilatação sustentada. A combinação sinérgica melhora o controle dos sintomas, a função pulmonar e reduz o risco de exacerbações.
Manter apenas salbutamol (SABA) como tratamento de manutenção não aborda a inflamação crônica subjacente da asma. Isso aumenta o risco de futuras exacerbações, piora da função pulmonar e pode mascarar a gravidade da doença, levando a desfechos piores.
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