HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Homem, 65 anos, procura atendimento por dor em cólica em flanco à direita. Ao exame físico, apresenta febre (38,5º C) e hipotensão arterial. Realiza tomografia, computadorizada de abdômen sem contraste que evidencia cálculo de 1 cm impactado no ureter proximal direito e sem evidência de abscesso renal. Além da prescrição da antibioticoterapia, qual é a conduta indicada neste momento?
Urolitíase + febre/hipotensão → URGÊNCIA! Drenagem da via urinária é prioritária para evitar sepse.
Em pacientes com urolitíase e sinais de infecção sistêmica (febre, hipotensão), a obstrução urinária é uma emergência urológica. A drenagem da via urinária (cateter duplo J ou nefrostomia percutânea) é crucial para desobstruir e controlar a infecção, antes mesmo da remoção definitiva do cálculo.
A urolitíase é uma condição comum, mas quando associada a sinais de infecção sistêmica, como febre e hipotensão, configura uma emergência urológica grave conhecida como urosepse obstrutiva. Esta condição exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir complicações sérias, como choque séptico e falência de múltiplos órgãos. A obstrução do trato urinário por um cálculo impede a drenagem da urina infectada, criando um ambiente propício para a proliferação bacteriana e a disseminação da infecção para a corrente sanguínea. A fisiopatologia envolve a estase urinária acima da obstrução, que favorece o crescimento bacteriano e o aumento da pressão intraluminal, levando à translocação bacteriana para o sistema vascular. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC) sem contraste confirmando a obstrução. A suspeita deve ser alta em pacientes com cólica renal, febre e sinais de instabilidade hemodinâmica. O tratamento inicial inclui estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro e, crucialmente, a drenagem da via urinária. A drenagem da via urinária pode ser realizada por meio de um cateter duplo J, inserido por via ureteroscópica, ou por uma nefrostomia percutânea, que envolve a inserção de um cateter diretamente no rim através da pele. A escolha do método depende da experiência do urologista, da anatomia do paciente e da gravidade da condição. Após a drenagem e controle da infecção, o tratamento definitivo do cálculo pode ser planejado. O prognóstico melhora significativamente com a intervenção precoce e adequada.
Sinais de alerta incluem febre, calafrios, hipotensão, taquicardia e dor lombar intensa, indicando possível pielonefrite obstrutiva ou urosepse.
A drenagem alivia a pressão na via urinária, permite o fluxo de urina infectada e melhora a eficácia dos antibióticos, sendo vital para o controle da sepse.
As principais opções são a passagem de um cateter duplo J por via endoscópica ou a realização de uma nefrostomia percutânea, dependendo da anatomia e da condição do paciente.
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