PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Homem, 45 anos de idade, previamente hígido, é trazido ao Pronto-Socorro após ser picado por uma abelha. Relata início súbito de prurido generalizado, dificuldade para respirar, e sensação de garganta fechando cerca de 10 minutos após a picada. Ao exame, apresenta-se agitado, com placas eritematosas difusas em tronco e membros, edema em face e língua, PA: 85x50mmHg, FC: 120bpm e SatO2: 90%. Ausculta com sibilos difusos. O local da picada, na região do antebraço direito, apresenta eritema e edema.Indique o processo fisiopatológico mais provavelmente associado ao quadro descrito:
Picada de abelha + sintomas sistêmicos agudos (urticária, dispneia, hipotensão) → Anafilaxia mediada por IgE.
O quadro clínico de início súbito com sintomas cutâneos (prurido, eritema), respiratórios (dispneia, sibilos, edema de glote) e cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) após picada de abelha é clássico de anafilaxia. Este é um tipo de hipersensibilidade imediata mediada por IgE.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. A picada de insetos (abelhas, vespas, formigas) é uma das causas mais comuns. O reconhecimento precoce e o tratamento imediato são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tema de grande relevância em emergências médicas. A fisiopatologia mais comum da anafilaxia é a hipersensibilidade imediata (Tipo I), mediada por anticorpos IgE. Após a primeira exposição, o sistema imune produz IgE específica que se liga a receptores de alta afinidade em mastócitos e basófilos. Em uma reexposição, o alérgeno se liga a esses IgE, causando a degranulação dessas células e a liberação maciça de mediadores vasoativos e inflamatórios, como histamina, leucotrienos e prostaglandinas. Esses mediadores causam vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e contração da musculatura lisa, resultando nos sintomas multissistêmicos. O diagnóstico da anafilaxia é clínico, baseado no início agudo de sintomas que afetam dois ou mais sistemas orgânicos (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. O tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular, que reverte a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema. Medidas de suporte, como oxigenoterapia, fluidos intravenosos e monitorização, são igualmente importantes. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes, mas não substituem a adrenalina.
Os principais sinais incluem urticária, angioedema (especialmente em face e língua), prurido generalizado, dificuldade respiratória (dispneia, sibilos, estridor), hipotensão, taquicardia, tontura e, em casos graves, choque.
A anafilaxia mediada por IgE ocorre quando um alérgeno (como o veneno de abelha) se liga a anticorpos IgE específicos na superfície de mastócitos e basófilos, levando à liberação maciça de mediadores pré-formados (histamina, triptase) e recém-sintetizados (leucotrienos, prostaglandinas), que causam os sintomas sistêmicos.
A adrenalina (epinefrina) intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia, devendo ser administrada o mais rápido possível na face lateral da coxa. Outras medidas incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos e anti-histamínicos/corticosteroides como adjuvantes.
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