UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Homem, 26 anos, previamente hígido, é atendido no Setor de Emergência se queixado de tosse com sangue vivo rutilante, cerca de 80 a 100ml, com início há 4 horas. É tabagista eventual de 5 a 10 cigarros/semana e usa maconha recreativa. Exame físico: PAS = 120x80mmhg; FC = 103bpm; saturação periférica de oxigênio (SpO₂) = 97% em ar ambiente; temperatura axilar (Tax) = 37,2ºC; ansioso; normocorado; hidratado; anictérico; acianótico; ausculta pulmonar normal. Pode-se afirmar que:
Hemoptise (não maciça) → Exame de imagem (TC de tórax) é imprescindível para identificar a causa e o local do sangramento.
Em um paciente com hemoptise de volume moderado (80-100ml) e estável hemodinamicamente, a prioridade inicial é identificar a causa e o local do sangramento. Embora a broncoscopia e a embolização sejam opções para hemoptise maciça ou refratária, um exame de imagem detalhado, como a tomografia computadorizada de tórax, é fundamental para guiar o diagnóstico e o tratamento subsequente, mesmo com ausculta pulmonar normal.
A hemoptise, definida como a expectoração de sangue proveniente das vias aéreas inferiores, é um sintoma alarmante que exige investigação cuidadosa. A avaliação inicial visa determinar a gravidade do sangramento (maciça vs. não maciça) e estabilizar o paciente, se necessário. Embora o paciente do caso apresente um volume de sangramento que não se enquadra na definição clássica de hemoptise maciça (geralmente >100-200 mL/24h), qualquer sangramento das vias aéreas deve ser investigado para identificar a causa subjacente. As causas de hemoptise são variadas e incluem infecções (bronquite, tuberculose, pneumonia, bronquiectasias), neoplasias (carcinoma broncogênico), doenças vasculares (malformações arteriovenosas, embolia pulmonar) e doenças autoimunes. Mesmo com um exame físico e ausculta pulmonar normais, a fonte do sangramento pode estar presente e não ser detectável por esses métodos. O tabagismo, mesmo que eventual, é um fator de risco para diversas patologias pulmonares que podem cursar com hemoptise. Nesse contexto, o exame de imagem é fundamental. A radiografia de tórax é o exame inicial, mas a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) é o método de escolha para localizar a fonte do sangramento e identificar a etiologia. A TCAR oferece detalhes anatômicos superiores, permitindo a detecção de bronquiectasias, massas, nódulos, cavitações ou outras anormalidades estruturais que podem ser a causa da hemoptise. Somente após a elucidação diagnóstica por imagem é que se pode planejar a conduta terapêutica mais adequada, que pode variar desde tratamento conservador até broncoscopia ou embolização da artéria brônquica em casos selecionados.
Hemoptise maciça é geralmente definida como sangramento pulmonar superior a 100-200 mL em 24 horas, ou qualquer volume que cause instabilidade hemodinâmica ou comprometimento da via aérea. É uma emergência médica devido ao risco de asfixia e requer intervenção imediata para controle do sangramento e proteção da via aérea.
As causas mais comuns de hemoptise incluem bronquiectasias, bronquite crônica, tuberculose, câncer de pulmão, pneumonia, abscesso pulmonar, malformações arteriovenosas e, menos frequentemente, doenças autoimunes ou vasculites. O tabagismo é um fator de risco importante para muitas dessas condições.
O exame de imagem, especialmente a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução, é essencial para localizar a fonte do sangramento e identificar a causa subjacente. Ele pode revelar lesões que não são visíveis na radiografia simples ou detectáveis ao exame físico, como bronquiectasias focais, nódulos, massas, cavitações ou anormalidades vasculares, guiando assim o tratamento.
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