HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Homem de 18 anos de idade, previamente hígido, é admitido na emergência por mal-estar, rash cutâneo, vômitos, dispneia e sonolência há 30 minutos. Relata que o quadro se instalou rapidamente após ter começado a almoçar, nega quadros prévios semelhantes. Ao exame físico está corado, hidratado e sonolento, respondendo perguntas simples ao chamado. A pressão arterial era de 80x40mmHg; frequência cardíaca de 150bpm, respiratória de 28irpm e saturação de oxigênio de 94%. O exame respiratório apresentou sibilos expiratórios difusos, leve tiragem intercostal e retração de fúrcula esternal. Tinha pulsos finos, com tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Na pele foi visto rash em face, tórax (anterior e dorso) e porção proximal de membros superiores e inferiores, como demonstrado na figura a seguir. Sem outros achados ao exame físico. Qual é a conduta imediata que deve ser adotada neste momento e, em caso de refratariedade, a conduta subsequente que deverá ser adotada?
Anafilaxia grave (hipotensão, dispneia, rash) → Epinefrina 0,3-0,5 mg IM na face anterolateral da coxa, repetir a cada 5-15 min se necessário.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e de início rápido, caracterizada por envolvimento de múltiplos sistemas (cutâneo, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal). A presença de hipotensão, dispneia com sibilos e rash cutâneo após exposição a um alérgeno (almoço) configura um choque anafilático. A conduta imediata e mais importante é a administração de epinefrina intramuscular na face anterolateral da coxa.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É caracterizada pelo envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal), sendo a hipotensão e o comprometimento das vias aéreas sinais de gravidade. O diagnóstico é clínico e a intervenção deve ser imediata. A epinefrina é o tratamento de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. A dose recomendada para adultos é de 0,3 a 0,5 mg IM, que pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário, até a melhora dos sintomas ou a chegada de suporte avançado. Outras medidas incluem a remoção do alérgeno, posicionamento do paciente, oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, em casos refratários, o uso de anti-histamínicos, corticosteroides e, eventualmente, epinefrina intravenosa em infusão contínua, sob monitorização rigorosa. A intubação orotraqueal pode ser necessária em caso de falha respiratória ou edema de glote progressivo.
A anafilaxia é diagnosticada clinicamente pela presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas orgânicos (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição conhecida.
A dose recomendada para adultos é de 0,3 a 0,5 mg de epinefrina por via intramuscular (IM), administrada na face anterolateral da coxa. Esta dose pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário, até a melhora dos sintomas.
A epinefrina endovenosa é reservada para casos de anafilaxia refratária à epinefrina intramuscular, choque refratário ou parada cardiorrespiratória. Deve ser administrada com cautela, diluída e sob monitorização cardíaca contínua devido ao risco de arritmias graves.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo