Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Homem, 82 anos, obeso, hipertenso e diabético, relata queixa de tosse seca, rinorreia e disgeusia, há 4 dias. Ao exame físico, apresentava SaO2 de 95%, FR de 17 irpm, FC = 79 bpm, PA: 145 x 72 mmHg, sem outros achados. Solicitados exames laboratoriais para Covid-19, com resultado positivo. A próxima conduta deve ser
COVID-19 em idoso com comorbidades, mas sem sinais de gravidade → isolamento domiciliar e monitorização rigorosa.
Apesar dos múltiplos fatores de risco, o paciente apresenta sintomas leves de COVID-19 (tosse seca, rinorreia, disgeusia) e parâmetros vitais estáveis (SaO2 95%, FR 17). A conduta inicial é isolamento domiciliar, monitorização de sinais de alerta e tratamento sintomático.
A COVID-19 apresenta um espectro de gravidade, desde casos assintomáticos até doença grave com necessidade de internação em UTI. Pacientes idosos e com comorbidades como obesidade, hipertensão e diabetes são considerados de alto risco para desenvolver formas graves da doença. No entanto, a decisão de internação não se baseia apenas nos fatores de risco, mas principalmente na presença de sinais de gravidade. No caso apresentado, o paciente, apesar dos fatores de risco, tem sintomas leves (tosse seca, rinorreia, disgeusia) e parâmetros vitais estáveis, com saturação de oxigênio de 95% em ar ambiente e frequência respiratória normal. Isso o classifica como um caso de COVID-19 leve. Para esses pacientes, a conduta recomendada é o isolamento respiratório domiciliar, acompanhado de monitorização rigorosa dos sintomas e, principalmente, da saturação de oxigênio com oxímetro de pulso. O tratamento para casos leves é sintomático, incluindo analgésicos, antitérmicos e hidratação. Corticoides como a dexametasona são reservados para pacientes com doença grave que necessitam de oxigenoterapia, pois seu uso em casos leves pode ser prejudicial. A internação hospitalar ou em UTI precoce sem sinais de gravidade não é indicada e pode sobrecarregar o sistema de saúde, além de expor o paciente a riscos desnecessários. A educação do paciente e familiares sobre os sinais de alerta para buscar atendimento médico é fundamental.
Sinais de alerta incluem dispneia, SaO2 < 94% em ar ambiente, dor ou pressão persistente no peito, confusão mental, cianose labial ou facial, e incapacidade de manter a hidratação oral.
A dexametasona é indicada para pacientes com COVID-19 grave que necessitam de oxigenoterapia ou ventilação mecânica, devido ao seu efeito anti-inflamatório. Não é recomendada para casos leves.
A monitorização deve incluir a aferição diária da saturação de oxigênio com oxímetro de pulso, frequência respiratória, temperatura e observação de sinais de piora clínica como dispneia ou confusão.
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