INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 36 anos é levado a um hospital terciário pelo Serviço Móvel de Urgência após queda de altura de 4 metros. No atendimento pré-hospitalar, o paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência (7 na Escala de Coma de Glasgow) e intubação orotraqueal. Foi observado hematoma subcutâneo em região frontoparietal direita, sem outras lesões aparentes e sem nenhum tipo de hemorragia externa. O paciente não havia ingerido álcool ou drogas, nem apresentava comorbidades. Segundo o ATLS, ao entrar na sala de emergência do hospital, qual deverá ser a conduta prioritária?
Trauma grave → Prioridade ATLS: A (Via Aérea) > B (Respiração) > C (Circulação) > D (Déficit Neurológico) > E (Exposição).
No trauma, a avaliação e manejo da via aérea (A do ATLS) é a prioridade absoluta, mesmo em paciente já intubado. A intubação pré-hospitalar não garante a permeabilidade ou a posição correta do tubo, exigindo reavaliação imediata na chegada ao hospital.
O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma abordagem sistemática e hierarquizada para o atendimento ao paciente traumatizado, visando identificar e tratar rapidamente as lesões que ameaçam a vida. A avaliação primária segue a sequência mnemônica ABCDE: Airway (via aérea com proteção da coluna cervical), Breathing (respiração e ventilação), Circulation (circulação com controle de hemorragias), Disability (avaliação neurológica) e Exposure (exposição e controle do ambiente). A via aérea é a prioridade máxima. Mesmo em um paciente já intubado no pré-hospitalar, a chegada ao hospital exige uma reavaliação imediata da permeabilidade da via aérea, da posição do tubo orotraqueal (ausculta, capnografia, radiografia) e da ventilação. A estabilização da coluna cervical é parte integrante do manejo da via aérea em pacientes com trauma. Somente após a garantia de uma via aérea permeável e ventilação adequada, e controle de hemorragias, é que se prossegue para a avaliação neurológica e exames complementares como a tomografia. A ordem das prioridades é crucial para a sobrevida do paciente traumatizado.
A primeira prioridade é a avaliação e manejo da via aérea (Airway), com proteção da coluna cervical, para garantir a oxigenação e ventilação adequadas do paciente.
Mesmo após intubação pré-hospitalar, é crucial reavaliar a permeabilidade da via aérea e a posição do tubo orotraqueal na chegada ao hospital, pois pode haver deslocamento ou obstrução.
A Escala de Coma de Glasgow avalia o nível de consciência do paciente, sendo um indicador importante da gravidade do trauma cranioencefálico e da necessidade de intubação para proteção da via aérea.
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