Erisipela: Diagnóstico Clínico e Tratamento Eficaz

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 65 anos, foi ao Pronto Atendimento devido dor na perna esquerda. Ao exame clínico apresentava edema, eritema bem delimitado, calor e dor na perna esquerda de evolução há três dias, além de linfadenopatia inguinal esquerda, mialgia, cefaleia e temperatura de 39°C. Sem outras alterações ao exame físico. Na história patológica pregressa fazia tratamento para diabetes melitus com antiglicêmico. Qual o diagnóstico clínico e melhor opção terapêutica?

Alternativas

  1. A) Exantema medicamentoso. Conduta: analgésico, corticoide sistêmico, liberação para casa.
  2. B) Erisipela. Conduta: analgésico, antibiótico sistêmico (cefalexina), permanência no pronto atendimento para acompanhamento da evolução, exames laboratoriais.
  3. C) Vasculite Conduta: analgésico, solicitação de exames laboratoriais e encaminhamento para angiologista.
  4. D) Celulite. Conduta: analgésico, antibiótico sistêmico (oxacilina), exames laboratoriais e cirurgia para desbridamento do local afetado.

Pérola Clínica

Edema, eritema bem delimitado, calor, dor na perna + febre, mialgia, linfadenopatia → Erisipela. Tratamento: analgésico, ATB sistêmico (Cefalexina).

Resumo-Chave

A erisipela é uma infecção cutânea superficial que se manifesta com eritema, edema, calor e dor bem delimitados, frequentemente acompanhada de sintomas sistêmicos como febre e linfadenopatia. O diagnóstico é clínico, e o tratamento de escolha para casos não complicados é com antibióticos sistêmicos, como a cefalexina, cobrindo principalmente estreptococos.

Contexto Educacional

A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da derme e dos linfáticos superficiais, geralmente causada por Streptococcus pyogenes. Clinicamente, manifesta-se por uma placa eritematosa, edematosa, quente e dolorosa, com bordas bem delimitadas e elevadas, frequentemente na face ou membros inferiores. Sintomas sistêmicos como febre, calafrios, mialgia e linfadenopatia regional são comuns e ajudam a diferenciar de outras condições cutâneas. O diagnóstico da erisipela é primariamente clínico. Pacientes com fatores de risco como diabetes mellitus, insuficiência venosa, linfedema ou obesidade são mais suscetíveis. O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica, sendo a penicilina ou cefalexina as escolhas de primeira linha para casos não complicados. Analgésicos e repouso com elevação do membro afetado também são importantes para o alívio dos sintomas e redução do edema. É crucial que residentes saibam diferenciar a erisipela de outras infecções de pele e partes moles, como a celulite, que tem bordas menos definidas e pode envolver tecidos mais profundos. O manejo adequado e precoce da erisipela previne complicações como abscessos, fasciite necrosante e sepse, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou com comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas característicos da erisipela?

A erisipela se manifesta por uma placa eritematosa, edematosa, quente e dolorosa, com bordas bem delimitadas e elevadas. Frequentemente, é acompanhada de sintomas sistêmicos como febre, calafrios, mialgia e linfadenopatia regional.

Como diferenciar erisipela de celulite?

A principal diferença está nas bordas da lesão: a erisipela apresenta bordas bem delimitadas e elevadas, enquanto a celulite tem bordas mais difusas e atinge camadas mais profundas da pele e tecido subcutâneo.

Qual o tratamento antibiótico de primeira linha para erisipela?

Para casos não complicados de erisipela, o tratamento antibiótico de primeira linha é com penicilina ou cefalexina, visando cobrir principalmente o Streptococcus pyogenes, o agente etiológico mais comum.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo