Asbesto e Doenças Ocupacionais: Risco de Mesotelioma e Câncer

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Homem de 67 anos é encaminhado da UBS ao pneumologista do Centro de Especialidades Médicas devido a queixas de dor no hemitórax direito, dispneia, tosse e emagrecimento. Informa que, devido à fadiga, interrompeu a realização diária de caminhada. Relata ser hipertenso em uso regular de losartana (50mg/2xdia). Na história pregressa, relata ter trabalhado como pedreiro na construção civil por 15 anos e, posteriormente, como trabalhador em indústria de fibrocimento, na produção de caixas d'água e telhas onduladas, por 25 anos até aposentar-se há sete anos. Nega tabagismo. A radiografia de tórax revelou massas lobuladas na parede torácica à direita. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL está relacionado à exposição:

Alternativas

  1. A) ao asbesto.
  2. B) ao benzeno.
  3. C) à radiação solar.
  4. D) às radiações ionizantes.

Pérola Clínica

Exposição a asbesto (amianto) → risco de mesotelioma e câncer de pulmão.

Resumo-Chave

A exposição ocupacional prolongada ao asbesto (amianto), comum na construção civil e indústria de fibrocimento, é um fator de risco bem estabelecido para doenças pulmonares graves, incluindo mesotelioma e câncer de pulmão, mesmo após anos da interrupção da exposição.

Contexto Educacional

O asbesto, ou amianto, é um grupo de minerais fibrosos que foi amplamente utilizado na indústria e construção civil devido às suas propriedades de resistência ao calor, fogo e produtos químicos. No entanto, a inalação de suas fibras microscópicas é extremamente prejudicial à saúde, sendo um potente carcinógeno. A exposição ocupacional é a principal via de contato, como no caso de trabalhadores em indústrias de fibrocimento ou na construção. As doenças relacionadas ao asbesto (DRAs) têm um longo período de latência, que pode variar de 20 a 50 anos após a primeira exposição. As principais DRAs incluem a asbestose (fibrose pulmonar progressiva), placas pleurais (espessamentos benignos da pleura), derrame pleural benigno, câncer de pulmão (com risco sinérgico ao tabagismo) e, mais notavelmente, o mesotelioma, um câncer agressivo da pleura, peritônio ou pericárdio, quase exclusivamente associado à exposição ao asbesto. O diagnóstico de DRAs baseia-se na história de exposição ocupacional, achados clínicos e exames de imagem (radiografia e tomografia de tórax), que podem revelar espessamentos pleurais, massas lobuladas ou fibrose pulmonar. O manejo envolve o acompanhamento pneumológico e oncológico, sendo a prevenção da exposição a medida mais eficaz. No Brasil, o uso do amianto crisotila foi proibido em 2017, mas o legado das exposições passadas continua a gerar novos casos de doenças.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais doenças associadas à exposição ao asbesto?

As principais doenças incluem asbestose (fibrose pulmonar), placas pleurais (espessamentos benignos da pleura), derrame pleural benigno, câncer de pulmão (com risco sinérgico ao tabagismo) e, mais notavelmente, o mesotelioma, um câncer agressivo da pleura, peritônio ou pericárdio, quase exclusivamente associado à exposição ao asbesto.

Qual o período de latência para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao asbesto?

O período de latência é longo, geralmente de 20 a 40 anos ou mais, entre a primeira exposição e o aparecimento dos sintomas ou diagnóstico da doença.

Quais ocupações apresentam maior risco de exposição ao asbesto?

Ocupações na construção civil (pedreiros, instaladores), indústria de fibrocimento, naval, automobilística (freios e embreagens), mineração e isolamento térmico são de alto risco.

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