UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Homem de 65 anos, diabético, com insuficiência renal grau 3, após três dias de evolução de um quadro clínico clássico de dengue, comparece à UBS com menos febre, manchas roxas no corpo, dor abdominal, vômitos intensos, em torpor, estando desidratado e referindo fezes vermelhas. Ao exame físico, verificam-se PA = 90x64 mmHg e taquicardia. Nesse caso, para realizar a prova do laço a fim de observar fragilidade capilar, deve-se:
Prova do laço = Inflar manguito na média (PAS+PAD)/2 por 5 min (adultos) ou 3 min (crianças).
A prova do laço avalia a fragilidade capilar e é obrigatória na suspeita de dengue, utilizando a média das pressões arteriais para oclusão.
A dengue é uma doença febril aguda com amplo espectro clínico. A identificação precoce de sinais de fragilidade capilar e extravasamento plasmático é crucial para o manejo adequado e prevenção do choque. A prova do laço, embora simples, exige técnica rigorosa para ser fidedigna.\n\nNo paciente idoso e diabético apresentado, a presença de dor abdominal, vômitos e torpor já indica 'Dengue com Sinais de Alarme' ou 'Dengue Grave', exigindo hidratação venosa imediata. A prova do laço, neste contexto, serve para documentar a fragilidade capilar, mas a conduta terapêutica de urgência precede a sua realização.
Para realizar a prova do laço, deve-se primeiro aferir a Pressão Arterial Sistólica (PAS) e a Pressão Arterial Diastólica (PAD). O valor a ser mantido no manguito é a média aritmética simples: (PAS + PAD) / 2. No caso da questão, com PA de 90x64 mmHg, a média é (90+64)/2 = 77 mmHg, arredondado para 80 mmHg para facilitar a manutenção no manômetro.
Em adultos, o manguito deve permanecer inflado no valor médio por 5 minutos. Em crianças, o tempo é de 3 minutos. A prova é considerada positiva se houver o surgimento de 20 ou mais petéquias em adultos (ou 10 ou mais em crianças) dentro de um quadrado desenhado no antebraço com 2,5 cm de lado (área de uma polegada quadrada).
A prova do laço é um marcador de fragilidade capilar e pode ser a única manifestação hemorrágica de um paciente com dengue. Ela auxilia na triagem e classificação de risco, especialmente em casos onde não há sangramentos espontâneos evidentes. No entanto, sua negatividade não exclui o diagnóstico de dengue nem a possibilidade de evolução para formas graves.
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