HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Homem, 23 anos de idade, comparece à unidade de emergência com relato de ter feito uso de amoxicilina, há cerca de uma hora, para tratamento de sinusite bacteriana, quando apresentou lesões avermelhadas, difusas e um pouco pruriginosas no corpo. Ao exame, o paciente apresentava-se em REG, alerta, orientado no tempo e no espaço, hidratado, anictérico, acianótico. Presença de placas hiperemiadas difusas em membros e tronco. Aparelho respiratório: esforço respiratório leve, ausculta respiratória com sibilos discretos em base. Aparelho cardiovascular, abdome sem alterações. Dados vitais: PA: 100 X 60 mmHg, frequência cardíaca: 110 batimentos/minuto, frequência respiratória: 24 incursões/minuto; saturação de O₂: 98%, em ar ambiente. Para este paciente, qual deve ser a conduta, neste momento, considerando a principal hipótese diagnóstica e a segurança do paciente?
Anafilaxia → Adrenalina IM imediata, monitorização e observação prolongada (48h).
O paciente apresenta sinais clássicos de anafilaxia (urticária, sibilos, hipotensão, taquicardia) após exposição a amoxicilina. A conduta prioritária é a administração imediata de adrenalina intramuscular, que é o tratamento de primeira linha e salva-vidas, seguida de observação prolongada devido ao risco de reações bifásicas.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. No caso apresentado, a amoxicilina é um desencadeante comum. Os sintomas incluem manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (sibilos, dispneia, broncoespasmo), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais. O diagnóstico é clínico e deve ser feito rapidamente. A conduta de emergência para anafilaxia é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que atua revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, além de aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca. A dose padrão para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (0,3 a 0,5 mL da solução 1:1000). Após a administração da adrenalina, o paciente deve ser monitorizado de perto e mantido em observação por um período prolongado, geralmente 6 a 48 horas, devido ao risco de reações bifásicas, que são recorrências dos sintomas sem nova exposição ao alérgeno. Outras medidas de suporte incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, se necessário, anti-histamínicos e corticoides, que são adjuvantes e não substituem a adrenalina.
Os principais sinais e sintomas incluem manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (sibilos, dispneia), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais, que surgem rapidamente após a exposição a um alérgeno.
A conduta mais importante é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. É o tratamento de primeira linha que reverte a fisiopatologia da reação.
A observação prolongada, geralmente de 6 a 48 horas, é crucial devido ao risco de reações bifásicas, que são recorrências dos sintomas sem nova exposição ao alérgeno, podendo ser tão graves quanto a reação inicial.
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