UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Homem de 26 anos apresenta chiado no peito e tosse seca 1 a 2 vezes ao mês há cerca de 4 meses, relacionado com mudança climática ou exposição a odor muito intensa. Os sintomas duram algumas horas. Há 2 meses iniciou o uso de salbutamol spray 2 puffs durante as crises, com rápido alívio dos sintomas. Refere que usou no máximo 2 vezes ao mês, nega despertar noturno por sintoma de asma ou limitação de atividades. Nega crises e não precisou procurar atendimento de urgência. AP: asma na infância, permanecendo vários anos assintomático. A conduta deve ser:
Asma leve (sintomas <2x/mês) → Corticoide inalatório + Salbutamol para resgate.
Mesmo em asma leve com sintomas infrequentes, a recomendação atual é associar um corticoide inalatório ao broncodilatador de resgate (como salbutamol) para tratar a inflamação subjacente e prevenir exacerbações, em vez de usar apenas o broncodilatador.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. A classificação da asma em leve, moderada ou grave baseia-se na frequência dos sintomas, despertares noturnos, uso de medicação de resgate e limitação de atividades. A fisiopatologia da asma envolve uma inflamação crônica das vias aéreas, mesmo em pacientes com sintomas leves e intermitentes. Essa inflamação subjacente é responsável pela hiperresponsividade brônquica e pelo risco de exacerbações. Os sintomas típicos incluem chiado no peito, tosse seca, dispneia e aperto no peito, frequentemente desencadeados por alérgenos, irritantes ou exercícios. As diretrizes atuais, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), enfatizam que todos os pacientes com asma, independentemente da gravidade, devem receber alguma forma de corticoide inalatório para controlar a inflamação. Para a asma leve (sintomas menos de 2 vezes ao mês), a conduta recomendada é o uso de corticoide inalatório associado ao broncodilatador de curta ação (como salbutamol) toda vez que houver necessidade de medicação de resgate. Essa abordagem visa reduzir o risco de exacerbações graves e melhorar o controle da doença a longo prazo, em contraste com o uso exclusivo de broncodilatadores de curta ação, que apenas aliviam os sintomas sem tratar a inflamação.
Sintomas diurnos menos de 2 vezes por mês, sem despertar noturno, sem limitação de atividades e uso de medicação de resgate menos de 2 vezes por mês.
O corticoide inalatório trata a inflamação crônica das vias aéreas, que está presente mesmo em asma leve, reduzindo o risco de exacerbações graves e melhorando o controle da doença a longo prazo.
A GINA (Global Initiative for Asthma) recomenda que todos os pacientes com asma recebam corticoide inalatório, seja diariamente ou em combinação com um broncodilatador de curta ação, para uso 'se necessário'.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo