Urolitíase: Manejo de Cálculos Ureterais Pequenos

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 25a, procura atendimento com queixa de dor lombar esquerda súbita, em cólica com irradiação para lado esquerdo do escroto associado a náusea e vômitos. Nega febre. Antecedentes Pessoais: Nega comorbidades. Apresentou melhora após administração de medicações. Tomografia computadorizada sem contraste: imagem calcificada no interior do terço inferior do ureter esquerdo de 3 mm, sem dilatação pielocalicial. Urina I: leucócitos= 6/campo, hemácias= >100/campo, Cristais de oxalato de Cálcio= presentes. AS CONDUTAS SÃO:

Alternativas

  1. A) Antibioticoterapia profilática e litotripsia extracorpórea.
  2. B) Terapia medicamentosa expulsiva e diminuir ingesta de proteína animal.
  3. C) Tansulosina, ciprofloxacina e cateter Duplo-J.
  4. D) Ácido oxálico e tomografia computadorizada em 6 meses.

Pérola Clínica

Cálculo ureteral < 5mm sem complicação → terapia medicamentosa expulsiva + medidas dietéticas.

Resumo-Chave

Cálculos ureterais pequenos (< 5-10 mm) têm alta chance de eliminação espontânea. A terapia medicamentosa expulsiva, geralmente com alfa-bloqueadores como a tansulosina, facilita a passagem do cálculo. Medidas dietéticas, como a redução da ingesta de proteína animal e aumento da hidratação, são cruciais na prevenção de recorrências.

Contexto Educacional

A urolitíase, ou doença do cálculo renal, é uma condição comum que afeta uma parcela significativa da população, com alta taxa de recorrência. É caracterizada pela formação de concreções sólidas no trato urinário, que podem causar dor intensa (cólica renal), hematúria e, em casos mais graves, obstrução e infecção. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é fundamental para estudantes e profissionais de medicina. O diagnóstico da urolitíase é frequentemente baseado na apresentação clínica típica de cólica renal e confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada sem contraste o padrão-ouro. A análise da urina pode revelar hematúria e cristais. A fisiopatologia envolve a supersaturação da urina com substâncias formadoras de cálculo, como cálcio, oxalato e ácido úrico, e a deficiência de inibidores da cristalização. O tratamento depende do tamanho, localização e sintomas do cálculo. Cálculos ureterais menores que 5-10 mm geralmente são manejados de forma conservadora com terapia medicamentosa expulsiva (alfa-bloqueadores) e analgesia. Medidas preventivas, como aumento da ingestão hídrica e modificações dietéticas (redução de proteína animal e sódio), são cruciais para evitar recorrências. Intervenções mais invasivas, como litotripsia ou cirurgia, são reservadas para cálculos maiores, obstrutivos ou refratários ao tratamento conservador.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos de um cálculo ureteral?

Os sintomas clássicos incluem dor lombar súbita e intensa em cólica, que pode irradiar para a virilha ou escroto, náuseas, vômitos e hematúria. A febre sugere infecção associada.

Como a terapia medicamentosa expulsiva atua na urolitíase?

A terapia medicamentosa expulsiva, geralmente com alfa-bloqueadores como a tansulosina, relaxa a musculatura lisa do ureter, facilitando a passagem do cálculo e aliviando a dor.

Quais são as principais recomendações dietéticas para prevenir cálculos de oxalato de cálcio?

As recomendações incluem aumentar a ingestão de líquidos, reduzir o consumo de sódio e proteína animal, manter uma ingestão adequada de cálcio e limitar alimentos ricos em oxalato, como espinafre e ruibarbo.

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