Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
De acordo com o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas mais recentes para manejo da infecção pelo HIV em criança e adolescentes, durante os cuidados imediatos do recém-nascidos e no pós-parto imediato, deve-se:
RN exposto ao HIV → Coleta de carga viral < 48h (antes da 1ª dose da profilaxia).
O diagnóstico precoce no RN exposto exige coleta de carga viral rápida para diferenciar exposição de infecção efetiva antes que os antirretrovirais mascarem a replicação viral.
O manejo do recém-nascido exposto ao HIV é uma prioridade em saúde pública para eliminar a transmissão vertical. O protocolo brasileiro enfatiza a agilidade diagnóstica e terapêutica. A coleta da carga viral precoce é fundamental para identificar crianças já infectadas in utero, permitindo a transição rápida da profilaxia para o tratamento antirretroviral combinado (TARV). Além da coleta de exames, os cuidados imediatos incluem a limpeza suave do sangue e secreções maternas da pele do RN logo após o nascimento e a contraindicação absoluta ao aleitamento materno ou cruzado, garantindo a oferta de fórmula infantil. A adesão rigorosa a esses passos é o que garante taxas de transmissão vertical próximas a zero em cenários controlados.
De acordo com as diretrizes mais recentes, a coleta do exame de carga viral (RNA-HIV) deve ser realizada nas primeiras horas de vida, preferencialmente antes do início da primeira dose da profilaxia antirretroviral. Isso permite a detecção precoce do vírus sem a interferência dos medicamentos profiláticos que poderiam reduzir a viremia abaixo do limite de detecção, dificultando o diagnóstico inicial de uma infecção intrauterina já estabelecida.
Diferente do clampeamento tardio (após 1 a 3 minutos) recomendado para a população geral para prevenir anemia, em gestantes vivendo com HIV com carga viral desconhecida ou detectável no terceiro trimestre, o clampeamento deve ser imediato. O objetivo é reduzir o tempo de exposição do recém-nascido ao sangue materno potencialmente infectado, minimizando o risco de transmissão vertical periparto.
Não. A profilaxia antirretroviral deve ser iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida. O atraso no início da profilaxia reduz significativamente sua eficácia na prevenção da transmissão vertical. Mesmo em cenários de baixo risco, a medicação (geralmente Zidovudina por 4 semanas) deve ser administrada imediatamente após os cuidados iniciais.
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