Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2022
Entre as alterações metabólicas e cardiovasculares associada à SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), encontra-se a
Pacientes com HIV/SIDA frequentemente desenvolvem resistência insulínica e dislipidemia.
A resistência insulínica é uma alteração metabólica comum em pacientes com HIV/SIDA, influenciada pela infecção crônica, inflamação e, em alguns casos, pelos efeitos colaterais da terapia antirretroviral.
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) estão associadas a uma série de alterações metabólicas e cardiovasculares. Com o avanço da terapia antirretroviral (TARV), a expectativa de vida dos pacientes com HIV aumentou significativamente, mas surgiram novas preocupações relacionadas a comorbidades crônicas, incluindo as metabólicas. Entre as alterações mais comuns, destaca-se a resistência insulínica, que pode levar ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Essa resistência é multifatorial, envolvendo a inflamação crônica induzida pelo próprio vírus, ativação imune persistente e, em alguns casos, efeitos adversos de certas classes de antirretrovirais. Além disso, a dislipidemia (com elevação de triglicerídeos e LDL-C, e redução de HDL-C) e a lipodistrofia (redistribuição anormal da gordura corporal) são também achados frequentes. Essas alterações metabólicas contribuem para um risco aumentado de doença cardiovascular aterosclerótica em pacientes com HIV, tornando o manejo dessas comorbidades uma parte essencial do cuidado integral. Residentes devem estar cientes dessas associações para realizar o rastreamento, diagnóstico e tratamento adequados, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade a longo prazo.
As principais alterações incluem resistência insulínica, dislipidemia (elevação de triglicerídeos, redução de HDL, elevação de LDL), lipodistrofia (perda de gordura subcutânea e acúmulo visceral) e osteopenia/osteoporose.
Algumas classes de TARV, especialmente inibidores de protease mais antigos e alguns inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa, podem contribuir para a resistência insulínica, dislipidemia e lipodistrofia. No entanto, as terapias modernas têm perfis metabólicos mais favoráveis.
A resistência insulínica aumenta o risco de diabetes mellitus tipo 2 e contribui para o desenvolvimento de doença cardiovascular aterosclerótica, que é uma causa crescente de morbimortalidade em pacientes com HIV bem controlados.
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