HIV: Complicações Neurológicas e Diagnóstico de Criptococose

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021

Enunciado

Considerando pacientes com infecção pelo HIV, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) a polineuropatia mais comumente encontrada neles é a polineuropatia periférica associada ao HIV
  2. B) a principal neoplasia oportunista é o carcinoma de células de Merkel.
  3. C) a glândula endócrina mais acometida é a tireoide e fica alterada durante todo o curso da doença pelo HIV.
  4. D) o antígeno criptocócico sérico (AGCR) é um teste extremamente sensível para a presença de criptococcemia e meningite criptocócica, mas pode ser negativo em pacientes infectados por HIV com pneumonia criptocócica isolada.

Pérola Clínica

Polineuropatia periférica distal simétrica é a neuropatia mais comum em HIV; CrAg é sensível para criptococose sistêmica.

Resumo-Chave

A polineuropatia periférica associada ao HIV (DSPN) é a complicação neurológica mais comum. O antígeno criptocócico sérico (CrAg) é um teste altamente sensível para criptococose disseminada e meníngea, e geralmente positivo mesmo em pneumonia criptocócica isolada em pacientes com HIV.

Contexto Educacional

A infecção pelo HIV é uma condição crônica que pode levar a uma série de complicações em diversos sistemas orgânicos, especialmente em pacientes com imunossupressão avançada. O conhecimento dessas complicações é crucial para o manejo clínico e para a preparação para exames de residência médica. As manifestações neurológicas são particularmente comuns e variadas, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A polineuropatia periférica distal simétrica associada ao HIV (DSPN) é a complicação neurológica mais prevalente em pacientes com HIV, afetando até um terço dos indivíduos. Ela se manifesta com dor, parestesias e disestesias, predominantemente nos membros inferiores, e pode ser causada tanto pelo próprio vírus quanto por alguns medicamentos antirretrovirais. Outras complicações incluem as neoplasias oportunistas, sendo as mais notórias o sarcoma de Kaposi, o linfoma não-Hodgkin e o carcinoma cervical invasivo, e não o carcinoma de células de Merkel. Em relação às infecções oportunistas, a criptococose é uma micose grave em pacientes com HIV, frequentemente manifestando-se como meningite. O antígeno criptocócico sérico (CrAg) é uma ferramenta diagnóstica de triagem e diagnóstico altamente sensível. Um resultado positivo no CrAg sérico é um forte indicativo de doença criptocócica, mesmo em formas pulmonares isoladas, e um resultado negativo torna a criptococose altamente improvável em pacientes com HIV. A disfunção tireoidiana pode ocorrer, mas não é universalmente alterada durante todo o curso da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a polineuropatia mais comum em pacientes com HIV?

A polineuropatia mais comumente encontrada em pacientes com HIV é a polineuropatia periférica distal simétrica associada ao HIV (DSPN), que afeta principalmente os nervos sensoriais e causa dor e parestesias nos pés.

Quais são as principais neoplasias oportunistas em pacientes com HIV?

As principais neoplasias oportunistas associadas ao HIV são o sarcoma de Kaposi, o linfoma não-Hodgkin (especialmente o linfoma primário do SNC) e o carcinoma cervical invasivo. O carcinoma de células de Merkel é raro e não é considerado uma neoplasia oportunista principal.

Qual a sensibilidade do antígeno criptocócico sérico (CrAg) em pacientes com HIV e criptococose?

O antígeno criptocócico sérico (CrAg) é um teste extremamente sensível (geralmente >95%) para a presença de criptococose, incluindo meningite criptocócica e doença disseminada, em pacientes infectados por HIV. Raramente é negativo em casos de pneumonia criptocócica isolada, especialmente em pacientes com imunossupressão avançada.

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