UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Analise as afirmações abaixo. I-Gestante com FTAABS (teste treponêmico) positivo sempre deve ser tratada para a sífilis. II- Lesões vulvares de condiloma acuminado contra indicam o parto normal.III - Gestante HIV positivo, sem determinação da carga viral, deve ser submetida à cesariana eletiva, após uso de zidovudina EV.IV - Gestante com sífilis em atividade e alérgica a penicilina, quando medicada com eritromicina, é considerada tratada e o feto está livre da doença. É correto afirmar:
Gestante HIV+ sem carga viral → cesariana eletiva com zidovudina EV para reduzir TV.
Em gestantes HIV positivas, a ausência de determinação da carga viral ou uma carga viral elevada (>1000 cópias/mL) no final da gestação indica cesariana eletiva, precedida pela administração de zidovudina intravenosa, para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV.
A gestação é um período crítico para o manejo de diversas infecções, incluindo HIV e sífilis, devido ao risco de transmissão vertical. A correta avaliação e conduta são essenciais para a saúde materno-fetal, exigindo conhecimento aprofundado das diretrizes atuais. A afirmação III está correta: gestantes HIV positivas sem determinação da carga viral (ou com carga viral >1000 cópias/mL) devem ser submetidas à cesariana eletiva, com administração de zidovudina intravenosa (AZT EV) no intraparto, para reduzir o risco de transmissão vertical. A afirmação I está incorreta, pois um FTA-ABS positivo isolado, sem VDRL/RPR reagente, pode indicar sífilis tratada ou cicatriz sorológica, não necessitando sempre de tratamento. A afirmação II está incorreta, pois lesões vulvares de condiloma acuminado geralmente não contraindicam o parto normal, a menos que sejam muito extensas e causem obstrução do canal de parto ou risco de sangramento excessivo. A afirmação IV está incorreta, pois a eritromicina não é eficaz para o tratamento da sífilis fetal; em gestantes alérgicas à penicilina, a dessensibilização à penicilina é a conduta de escolha para garantir o tratamento fetal.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes HIV positivas com carga viral desconhecida, carga viral >1000 cópias/mL ou em uso de TARV há menos de 4 semanas no final da gestação, para reduzir o risco de transmissão vertical.
A zidovudina intravenosa (AZT EV) é administrada durante o trabalho de parto ou antes da cesariana em gestantes HIV positivas para reduzir a transmissão vertical, especialmente em casos de carga viral elevada ou desconhecida.
A eritromicina não atinge níveis treponemicidas adequados no feto, não sendo eficaz na prevenção da sífilis congênita. Em casos de alergia à penicilina, a dessensibilização é a conduta preferencial, ou ceftriaxona em situações específicas.
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