FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
Paciente 20 anos, G1P0, IG:37 semanas, em uso regular de terapia anti-retroviral para HIV e carga viral indetectável com 34 semanas de gestação, deu entrada na maternidade na fase ativa do trabalho de parto. Ao exame: FU=35cm, BCF= 148bpm, AU=2/10’/40’’, tônus uterino normal, colo intermediário, 70% apagado, dilatado 5cm, cefálico, bolsa íntegra. Qual a melhor conduta?
Gestante HIV com carga viral indetectável (>34 semanas) → parto vaginal seguro, sem AZT injetável intraparto.
Em gestantes com HIV e carga viral indetectável após 34 semanas de gestação, o parto vaginal é a via preferencial, desde que não haja outras contraindicações obstétricas. A administração de AZT injetável intraparto não é necessária nesses casos, pois a carga viral indetectável já confere proteção adequada contra a transmissão vertical.
O manejo da gestante com HIV tem como principal objetivo a prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus para o recém-nascido. A terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação é a medida mais eficaz para reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de TV. A conduta obstétrica no momento do parto é determinada principalmente pela carga viral materna próxima ao termo. Se a gestante estiver em uso regular de TARV e apresentar carga viral indetectável (geralmente < 50 ou < 1.000 cópias/mL, dependendo do protocolo) após 34 semanas de gestação, o parto vaginal é considerado seguro e preferencial, desde que não haja outras indicações obstétricas para cesariana. Nesses casos de carga viral indetectável, a administração de AZT injetável intraparto não é mais rotineiramente recomendada, pois o benefício adicional é mínimo e a TARV oral já confere proteção suficiente. O acompanhamento do trabalho de parto deve seguir as diretrizes obstétricas gerais, com monitoramento cuidadoso da mãe e do feto.
O principal objetivo é prevenir a transmissão vertical do HIV da mãe para o filho, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação, através da terapia antirretroviral e condutas obstétricas adequadas.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV quando a carga viral é detectável (geralmente > 1.000 cópias/mL) ou desconhecida após 34 semanas de gestação, para reduzir o risco de transmissão vertical.
Uma carga viral indetectável (geralmente < 50 cópias/mL) após 34 semanas de gestação indica um risco muito baixo de transmissão vertical, permitindo o parto vaginal e, em muitos casos, dispensando o uso de AZT injetável intraparto.
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