HIV na Gestação: Via de Parto e TARV no Parto

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Gestante de 23 anos, G1P0, com 35 semanas de gestação, apresenta infecção por HIV, em terapia antirretroviral correta. Carga viral indetectável realizada há 3 dias. A via de parto recomendada e a conduta, quanto à utilização de antirretroviral profilático no parto, são:

Alternativas

  1. A) parto cesário eletivo, a partir da 38ª semana; utilizar zido-vudina por via intravenosatrês horas antes do parto.
  2. B) parto segundo indicação obstétrica, podendo ser vaginal; utilizar zidovudina por viaintravenosa três horas antes do parto.
  3. C) parto cesário eletivo, a partir da 38ª semana; utilizar zido-vudina por via intravenosa nomomento do parto.
  4. D) parto segundo indicação obstétrica, podendo ser vaginal; manter terapia antirretroviralhabitual oral.

Pérola Clínica

Gestante HIV com carga viral indetectável → parto vaginal seguro + manter TARV oral habitual.

Resumo-Chave

Em gestantes com HIV e carga viral indetectável (abaixo de 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana de gestação, a via de parto vaginal é segura e recomendada, não sendo necessária a zidovudina intravenosa profilática no parto. A manutenção da terapia antirretroviral oral habitual é suficiente.

Contexto Educacional

O manejo da gestante com HIV é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus, que é a principal via de infecção em crianças. A epidemiologia mostra que, com o avanço da terapia antirretroviral (TARV), as taxas de TV foram drasticamente reduzidas. É um tema de grande relevância para a saúde pública e para provas de residência. A fisiopatologia da TV envolve a passagem do vírus da mãe para o feto durante a gestação, parto ou amamentação. O diagnóstico precoce do HIV na gestação e o início da TARV são essenciais. A carga viral materna é o principal preditor de risco de TV, sendo a indetectabilidade o objetivo terapêutico. A conduta no parto é determinada pela carga viral. Com carga viral indetectável, o parto vaginal é seguro e a TARV oral é mantida. Se a carga viral for detectável, a cesariana eletiva e a zidovudina intravenosa profilática são indicadas. A amamentação é contraindicada para todas as mães HIV positivas no Brasil.

Perguntas Frequentes

Qual a via de parto recomendada para gestantes com HIV?

A via de parto depende da carga viral da gestante. Se a carga viral for indetectável (<1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o parto vaginal é recomendado. Se a carga viral for detectável ou desconhecida, a cesariana eletiva é indicada.

Quando a zidovudina intravenosa é utilizada no parto de gestantes com HIV?

A zidovudina intravenosa profilática no parto é indicada para gestantes com HIV que apresentam carga viral detectável (>1000 cópias/mL) ou desconhecida, para reduzir o risco de transmissão vertical.

Qual a importância da carga viral indetectável em gestantes com HIV?

A carga viral indetectável em gestantes com HIV é crucial, pois reduz significativamente o risco de transmissão vertical do vírus para o bebê, permitindo um parto vaginal seguro e a manutenção da terapia antirretroviral oral.

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