UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
M.S.F. 31 anos, gestante no curso da 28º semana, vivendo com AIDS, assintomática, em uso de TARV com supressão de carga viral sustentada. De acordo com o caso, podemos AFIRMAR que:
Gestante com HIV e carga viral suprimida → parto vaginal indicado, se não houver outras indicações obstétricas.
Para gestantes vivendo com HIV que estão em uso de TARV e apresentam carga viral suprimida (indetectável) próximo ao termo, a via de parto vaginal é a preferencial, desde que não existam outras indicações obstétricas para cesariana. A supressão da carga viral reduz drasticamente o risco de transmissão vertical, tornando a cesariana eletiva desnecessária para a prevenção da transmissão.
O manejo da gestante vivendo com HIV é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou aleitamento. A epidemiologia mostra que, com as intervenções adequadas, a taxa de TV pode ser reduzida para menos de 1%. A importância clínica reside em garantir a saúde materna e fetal, minimizando riscos. A fisiopatologia da TV está ligada à carga viral materna. Quanto maior a carga viral, maior o risco de transmissão. O diagnóstico precoce do HIV na gestação e o início imediato da Terapia Antirretroviral (TARV) são cruciais para suprimir a carga viral. A supressão viral sustentada (carga viral indetectável) é o objetivo principal, pois permite a indicação de parto vaginal, se não houver outras contraindicações obstétricas. O tratamento envolve a TARV combinada, profilaxia para o recém-nascido e a decisão da via de parto baseada na carga viral. A inibição farmacológica do aleitamento materno é recomendada no Brasil. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para o prognóstico materno-infantil, incluindo aconselhamento sobre métodos contraceptivos pós-parto, considerando possíveis interações medicamentosas com a TARV.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV quando a carga viral plasmática é desconhecida ou > 1.000 cópias/mL a partir da 34ª semana de gestação, ou em caso de coinfecção por hepatite C ou outras indicações obstétricas.
A TARV é fundamental para a saúde da gestante e, principalmente, para reduzir a carga viral materna, minimizando o risco de transmissão vertical do HIV para o bebê, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação.
No Brasil, o aleitamento materno é contraindicado para gestantes com HIV, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão vertical. Recomenda-se a inibição farmacológica da lactação e o uso de fórmula infantil.
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