SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
Mulher, 34 anos de idade, gestante de 36 semanas e 2 dias, secundigesta e primípara (parto vaginal há 10 anos, fruto de outro relacionamento), está realizando pré-natal em maternidade de alto risco por ser paciente HIV positiva. Vem em consulta de pré-natal para trazer resultado de carga viral que realizou com 34 semanas e 2 dias: 1.050 cópias/mL. Carga viral com 30 semanas era de 2.000 cópias/mL. Está assintomática, referindo boa movimentação fetal. Ao exame físico: corada e hidratada, altura uterina: 35cm, BCF: 144bpm em QIE, tônus uterino preservado, dinâmica uterina ausente.Frente ao quadro, é correto afimar:
CV-HIV ≥ 1.000 cópias/mL após 34 sem → Cesárea eletiva (38 sem) + AZT venoso.
A via de parto na gestante HIV+ é determinada pela carga viral (CV) aferida após a 34ª semana. Se CV ≥ 1.000 ou desconhecida, a cesárea eletiva é mandatória para reduzir a transmissão vertical.
O manejo da gestante HIV positiva foca na redução drástica da taxa de transmissão vertical (TV), que pode cair de 25% para menos de 1-2% com intervenções adequadas. O ponto de corte de 1.000 cópias/mL na 34ª semana é o principal determinante da via de parto. Se a carga viral for alta, a cesárea eletiva evita o contato fetal com sangue e secreções vaginais durante o trabalho de parto. Além da via de parto, a quimioprofilaxia com Zidovudina (AZT) venosa durante o periparto e o manejo do recém-nascido são pilares fundamentais. A amamentação permanece contraindicada no Brasil para essas pacientes, independentemente da carga viral.
Para autorizar o parto vaginal (via obstétrica), a carga viral deve estar indetectável ou ser inferior a 1.000 cópias/mL após a 34ª semana de gestação, associada a um pré-natal adequado e estabilidade clínica.
A cesárea deve ser agendada para a 38ª semana de gestação, antes do início do trabalho de parto e antes da ruptura das membranas, para pacientes com carga viral ≥ 1.000 cópias/mL ou desconhecida.
O AZT venoso é obrigatório em todos os partos de gestantes HIV+, exceto naquelas com carga viral indetectável (CV < 50 cópias/mL) após a 34ª semana, onde o risco/benefício é discutido, embora muitos protocolos ainda recomendem.
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