UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Gestante de 24 anos, G3P2A0 (dois partos vaginais), IG: 39 semanas e 2 dias, HIV positivo com carga viral < 1.000 cópias/ml, é admitida (SUS) em trabalho de parto com dinâmica uterina com 3 contrações efetivas em 10 minutos, BCF: 150 bpm, colo uterino dilatado para 6 cm, feto cefálico (-1 De Lee), bolsa íntegra. Assinale a alternativa correta
HIV gestante com CV < 1000 cópias/ml → parto vaginal + AZT IV intraparto. Aleitamento materno contraindicado.
Em gestantes HIV positivas com carga viral < 1.000 cópias/ml, o parto vaginal é permitido, desde que haja profilaxia com AZT intravenoso durante o trabalho de parto para reduzir o risco de transmissão vertical. O aleitamento materno é contraindicado em todas as situações de HIV positivo no Brasil.
A assistência à gestante HIV positiva exige um manejo cuidadoso para prevenir a transmissão vertical do vírus. A decisão sobre a via de parto é crucial e baseia-se principalmente na carga viral materna próxima ao termo. Se a carga viral for inferior a 1.000 cópias/ml na 34ª semana de gestação, o parto vaginal pode ser considerado, desde que a profilaxia com zidovudina (AZT) intravenosa seja administrada durante o trabalho de parto. A profilaxia com AZT intravenoso é um pilar fundamental na redução da transmissão vertical e deve ser iniciada no início do trabalho de parto ou pelo menos 3 horas antes de uma cesariana eletiva. Mesmo em pacientes em uso de terapia antirretroviral (TARV) oral, o AZT venoso é indispensável. A ruptura das membranas ovulares por mais de 4 horas em gestantes com carga viral ≥ 1.000 cópias/ml aumenta o risco de transmissão, justificando a cesariana imediata nesses casos. Um ponto crítico é a contraindicação absoluta do aleitamento materno para gestantes HIV positivas no Brasil, independentemente da carga viral. Esta medida visa eliminar uma via potencial de transmissão do HIV para o recém-nascido. O manejo adequado e a adesão às diretrizes são essenciais para garantir a saúde da mãe e prevenir a infecção do bebê, sendo um tema recorrente em provas de residência.
A via de parto depende da carga viral. Se a carga viral for < 1.000 cópias/ml na 34ª semana, o parto vaginal é permitido. Se for ≥ 1.000 cópias/ml ou desconhecida, a cesariana eletiva é indicada.
O AZT intravenoso é indicado para todas as gestantes HIV positivas durante o trabalho de parto ou 3 horas antes da cesariana eletiva, independentemente da carga viral, para profilaxia da transmissão vertical.
Não, o aleitamento materno é contraindicado para todas as gestantes HIV positivas no Brasil, independentemente da carga viral, devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite.
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