HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Paciente de 32 anos de idade, G1P0, idade gestacional de 37 semanas e 3 dias, portadora de HIV (não sabe informar carga viral) procurou o pronto-socorro por contrações uterinas. Ao exame físico, mostrou-se em bom estado geral, anictérica, acianótica, normocorada. BCF = 150 bpm. Presença de dinâmica uterina de duas contrações de 50 segundos a cada 10 minutos. Toque vaginal com colo fechado, longo, grosso, posterior, bolsa íntegra, apresentação cefálica. De acordo com esse caso clínico, quanto à via de parto, a melhor conduta seria
Gestante HIV+ com carga viral desconhecida ou > 1000 cópias/mL → cesariana eletiva para ↓ transmissão vertical.
Em gestantes HIV positivas com carga viral desconhecida ou elevada (> 1000 cópias/mL) no final da gestação, a cesariana eletiva é a via de parto preferencial. Isso minimiza a exposição do feto ao sangue e secreções vaginais maternas, reduzindo significativamente o risco de transmissão vertical do HIV.
A gestação em mulheres vivendo com HIV exige um manejo obstétrico cuidadoso, com o objetivo primordial de prevenir a transmissão vertical (TV) do vírus para o recém-nascido. A transmissão vertical pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A escolha da via de parto é um dos pilares dessa prevenção, sendo determinada principalmente pela carga viral materna próxima ao termo. Para gestantes HIV positivas, se a carga viral for indetectável (geralmente < 50 cópias/mL) ou baixa (< 1000 cópias/mL) após 34 semanas de gestação, o parto vaginal pode ser considerado, desde que não haja outras contraindicações obstétricas. No entanto, se a carga viral for desconhecida, como no caso apresentado, ou se for > 1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é a conduta de escolha. A cesariana eletiva, realizada antes do início do trabalho de parto e da rotura das membranas, reduz significativamente a exposição do feto às secreções cervicovaginais maternas e ao sangue, diminuindo o risco de TV. Procedimentos invasivos durante o parto vaginal, como amniorrexe artificial, uso de fórceps ou vácuo extrator, e episiotomia, devem ser evitados, pois aumentam o risco de TV. Além da via de parto, a profilaxia antirretroviral materna e neonatal é fundamental na prevenção da TV.
Para gestantes HIV positivas com carga viral desconhecida ou acima de 1000 cópias/mL próximo ao termo, a cesariana eletiva é a via de parto recomendada para reduzir o risco de transmissão vertical.
A principal determinante é a carga viral do HIV. Se a carga viral for indetectável (< 50 cópias/mL) ou baixa (< 1000 cópias/mL) após 34 semanas, o parto vaginal pode ser considerado. Outros fatores incluem tempo de bolsa rota e presença de lesões genitais.
A cesariana eletiva minimiza a exposição do feto ao sangue e secreções cervicovaginais maternas durante o trabalho de parto e parto, que são momentos de maior risco de contato e infecção.
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