UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
R.T.C, 29 anos, G2P1, faz pré-natal e vem para o acompanhamento em unidade finalizadora de pré-natal com exame de SIDA positivo. No parto, a melhor conduta deve ser:
Gestante HIV+ → evitar procedimentos invasivos (amniotomia, fórceps) que ↑ risco de transmissão vertical.
Em gestantes HIV positivas, a principal meta é reduzir o risco de transmissão vertical. Procedimentos que aumentam a exposição do feto ao sangue e secreções maternas, como a amniotomia, devem ser evitados, especialmente se a carga viral for detectável.
O manejo da gestante HIV positiva no pré-natal e parto é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical do HIV, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A taxa de transmissão vertical pode ser significativamente reduzida com intervenções adequadas, incluindo terapia antirretroviral (TARV) materna, escolha da via de parto e profilaxia neonatal. Durante o parto, a principal preocupação é minimizar a exposição do feto ao sangue e secreções cervicovaginais maternas. Procedimentos invasivos como a amniotomia (ruptura artificial das membranas), uso de fórceps, vácuo-extrator e monitorização interna fetal aumentam o risco de microtransfusões materno-fetais e, consequentemente, a transmissão do vírus. A decisão sobre a via de parto (vaginal ou cesariana eletiva) depende da carga viral materna próxima ao termo. A conduta ideal envolve a avaliação da carga viral materna. Se a carga viral for indetectável (<1000 cópias/mL) próximo ao termo, o parto vaginal pode ser seguro, desde que se evitem procedimentos invasivos. Se a carga viral for detectável, a cesariana eletiva antes do início do trabalho de parto e da ruptura das membranas é geralmente recomendada. Além disso, o clampeamento precoce do cordão umbilical e a não amamentação são medidas importantes para o recém-nascido.
Devem ser evitados procedimentos invasivos que aumentem a exposição do feto ao sangue materno, como amniotomia, uso de fórceps, vácuo-extrator e monitorização interna fetal, especialmente se a carga viral for detectável.
A carga viral é crucial para definir a via de parto. Se indetectável (<1000 cópias/mL) próximo ao termo, o parto vaginal pode ser considerado. Se detectável, a cesariana eletiva é geralmente recomendada para reduzir o risco de transmissão.
O recém-nascido deve receber profilaxia antirretroviral (zidovudina ou esquema combinado, dependendo da carga viral materna) e não deve ser amamentado, recebendo fórmula láctea.
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