HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Paciente sexo feminino, 35 anos, casada, secretaria . Grávida G1P0A0. Realizou os exames de rotina do primeiro trimestre com sorologia antiHiv 1 e 2: reagente. Assintomatica. Nega alergia medicamentosa. Como conduzir:
Gestante HIV+ → Iniciar TARV imediatamente, via de parto depende da carga viral e fatores obstétricos.
O manejo da gestante HIV positiva visa reduzir a transmissão vertical do vírus, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A decisão sobre a via de parto é multifatorial, sendo a carga viral materna um dos principais determinantes, mas não o único, e o tratamento antirretroviral deve ser iniciado o mais rápido possível.
O manejo da gestante HIV positiva é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical do HIV, que é a principal forma de infecção em crianças. A transmissão pode ocorrer durante a gestação (transplacentária), no parto (contato com sangue e secreções vaginais) ou no pós-parto (amamentação). O objetivo principal é reduzir a carga viral materna a níveis indetectáveis. Ao diagnosticar o HIV em uma gestante, a conduta imediata é iniciar a terapia antirretroviral (TARV) o mais rápido possível, independentemente da idade gestacional. O esquema preferencial é geralmente composto por três drogas. O acompanhamento pré-natal deve ser de alto risco, com monitoramento frequente da carga viral e contagem de linfócitos T CD4/CD8. A via de parto é uma decisão crucial: se a carga viral for indetectável (<1.000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o parto vaginal pode ser seguro. Caso contrário, a cesariana eletiva é indicada para reduzir o risco de transmissão. O aleitamento materno é contraindicado em gestantes HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão.
A TARV deve ser iniciada o mais rapidamente possível em todas as gestantes HIV positivas, independentemente da idade gestacional, contagem de CD4 ou carga viral. O objetivo é reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de transmissão vertical.
O parto vaginal pode ser indicado se a gestante estiver em uso de TARV, com carga viral plasmática indetectável ou menor que 1.000 cópias/mL a partir da 34ª semana de gestação, e sem outras contraindicações obstétricas para o parto vaginal.
O esquema antirretroviral inicial preferencial para gestantes, especialmente após o primeiro trimestre, geralmente inclui dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) e um inibidor da transcriptase reversa não análogo de nucleosídeos (ITRNN) ou um inibidor de integrase. Exemplos comuns são Tenofovir/Lamivudina/Efavirenz ou Tenofovir/Lamivudina/Dolutegravir, com atenção às particularidades do primeiro trimestre.
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