Manejo da Gestante HIV Positiva: Protocolos e Via de Parto

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Paciente sexo feminino, 35 anos, casada, secretaria . Grávida G1P0A0. Realizou os exames de rotina do primeiro trimestre com sorologia antiHiv 1 e 2: reagente. Assintomatica. Nega alergia medicamentosa. Como conduzir:

Alternativas

  1. A) Paciente deve fazer coleta imediata, carga viral e Contagem de linfócitos de T CD4/CD8 e aguardar os exames para iniciar tratamento antiretroviral.
  2. B) A via de parto mais indicada vai depender da carga viral da mãe e de uma série de fatores, além do HIV.
  3. C) Se > 12 semanas, o esquema antiretroviral inicial preferencial, tenofovir/ lamivudina/ efavirenz.
  4. D) Acompanhamento do pré-natal de alto risco será diferenciado deve ser a cada 30 dias até a 28ª semana. Intervalo semanal entre 28 semanas até o parto.
  5. E) Transmissão horizontal é a que ocorre entre a mulher e o bebê durante a gestação, parto ou aleitamento materno.

Pérola Clínica

Gestante HIV+ → Iniciar TARV imediatamente, via de parto depende da carga viral e fatores obstétricos.

Resumo-Chave

O manejo da gestante HIV positiva visa reduzir a transmissão vertical do vírus, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A decisão sobre a via de parto é multifatorial, sendo a carga viral materna um dos principais determinantes, mas não o único, e o tratamento antirretroviral deve ser iniciado o mais rápido possível.

Contexto Educacional

O manejo da gestante HIV positiva é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical do HIV, que é a principal forma de infecção em crianças. A transmissão pode ocorrer durante a gestação (transplacentária), no parto (contato com sangue e secreções vaginais) ou no pós-parto (amamentação). O objetivo principal é reduzir a carga viral materna a níveis indetectáveis. Ao diagnosticar o HIV em uma gestante, a conduta imediata é iniciar a terapia antirretroviral (TARV) o mais rápido possível, independentemente da idade gestacional. O esquema preferencial é geralmente composto por três drogas. O acompanhamento pré-natal deve ser de alto risco, com monitoramento frequente da carga viral e contagem de linfócitos T CD4/CD8. A via de parto é uma decisão crucial: se a carga viral for indetectável (<1.000 cópias/mL) a partir da 34ª semana, o parto vaginal pode ser seguro. Caso contrário, a cesariana eletiva é indicada para reduzir o risco de transmissão. O aleitamento materno é contraindicado em gestantes HIV positivas, mesmo com carga viral indetectável, devido ao risco residual de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar a terapia antirretroviral (TARV) em gestantes HIV positivas?

A TARV deve ser iniciada o mais rapidamente possível em todas as gestantes HIV positivas, independentemente da idade gestacional, contagem de CD4 ou carga viral. O objetivo é reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de transmissão vertical.

Quais são os critérios para indicação de parto vaginal em gestantes HIV positivas?

O parto vaginal pode ser indicado se a gestante estiver em uso de TARV, com carga viral plasmática indetectável ou menor que 1.000 cópias/mL a partir da 34ª semana de gestação, e sem outras contraindicações obstétricas para o parto vaginal.

Qual o esquema antirretroviral preferencial para gestantes no primeiro trimestre?

O esquema antirretroviral inicial preferencial para gestantes, especialmente após o primeiro trimestre, geralmente inclui dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) e um inibidor da transcriptase reversa não análogo de nucleosídeos (ITRNN) ou um inibidor de integrase. Exemplos comuns são Tenofovir/Lamivudina/Efavirenz ou Tenofovir/Lamivudina/Dolutegravir, com atenção às particularidades do primeiro trimestre.

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