USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Gestação, 25 anos, G2P1, idade gestacional de 39 semanas + dias, portadora do vírus da imunodeficiência humana e uso regular de tenofovir+lamivudina+dolutegravir. A carga viral com 35 semanas e 3 dias era: 165 cópias/mL e T CD4: 648 cél/mL. Demais exames sem alterações. Feto cefálico com vitalidade preservada. Qual alternativa contempla a condução mais adequada este caso, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil?
Gestante HIV com CV < 1000 cópias/mL (34-36 sem) → Parto vaginal + ZDV EV (se CV > 50 cópias/mL).
A conduta no parto de gestantes com HIV é guiada pela carga viral próxima ao termo. Com carga viral indetectável ou baixa (<1000 cópias/mL), o parto vaginal é seguro, mas a zidovudina endovenosa ainda é indicada se a carga viral for detectável (>50 cópias/mL), para reduzir o risco de transmissão vertical.
O manejo da gestante com HIV é um pilar fundamental na prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus, que pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação. A terapia antirretroviral (TARV) combinada durante a gestação é a principal estratégia para suprimir a carga viral materna e, consequentemente, reduzir o risco de TV. O acompanhamento rigoroso da carga viral é essencial para guiar as decisões clínicas. A escolha da via de parto é determinada pela carga viral materna próxima ao termo (geralmente entre 34 e 36 semanas). Se a carga viral for inferior a 1000 cópias/mL (ou indetectável), o parto vaginal pode ser considerado, desde que não haja outras contraindicações obstétricas. Nesses casos, a cesariana eletiva não oferece benefício adicional na redução do risco de TV. No entanto, se a carga viral for igual ou superior a 1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é a via de parto preferencial. Independentemente da via de parto, a zidovudina (AZT) endovenosa é administrada durante o trabalho de parto ou antes da cesariana em gestantes com carga viral detectável (≥ 50 cópias/mL), como profilaxia adicional. No caso da questão, a carga viral de 165 cópias/mL, embora baixa, é detectável e inferior a 1000 cópias/mL, o que torna o parto vaginal com ZDV endovenosa a conduta mais adequada, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil.
A principal recomendação para o tipo de parto em gestantes com HIV é baseada na carga viral (CV) próxima ao termo. Se a CV for < 1000 cópias/mL (ou indetectável) após 34 semanas, o parto vaginal pode ser considerado. Se a CV for ≥ 1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é indicada.
A zidovudina (AZT) endovenosa é indicada durante o trabalho de parto para todas as gestantes com HIV cuja carga viral seja detectável (≥ 50 cópias/mL), independentemente do tipo de parto (vaginal ou cesariana), para reduzir o risco de transmissão vertical.
A carga viral é o principal determinante da via de parto e da necessidade de profilaxia adicional. Uma carga viral indetectável ou muito baixa (< 50 cópias/mL) reduz drasticamente o risco de transmissão vertical, permitindo o parto vaginal e, em alguns casos, a dispensa da ZDV EV no RN.
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