SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Com relação à infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no ciclo gravídicopuerperal, assinale a alternativa CORRETA:
CV desconhecida ou ≥ 1.000 cópias/mL → Cesariana eletiva com 38 semanas + AZT injetável.
A via de parto na gestante HIV+ é determinada pela carga viral próxima ao parto (≥34 sem); níveis elevados ou desconhecidos exigem cesárea para minimizar o contato fetal com sangue e secreções.
O manejo do HIV na gestação visa reduzir a taxa de transmissão vertical para menos de 1-2%. A pedra angular é a Terapia Antirretroviral (TARV) combinada para todas as gestantes, visando a supressão viral sustentada. A carga viral medida a partir da 34ª semana define a via de parto: se ≥ 1.000 cópias/mL ou desconhecida, a cesariana eletiva (fora do trabalho de parto e com membranas íntegras) às 38 semanas é mandatória. Se < 1.000 cópias/mL e indetectável, a via de parto é de indicação obstétrica. O cuidado estende-se ao recém-nascido, que deve receber profilaxia antirretroviral (AZT e possivelmente Nevirapina, dependendo do risco) e não ser amamentado, garantindo-se o acesso a fórmulas lácteas adequadas.
O parto vaginal pode ser indicado se a gestante apresentar carga viral indetectável (ou < 1.000 cópias/mL) após a 34ª semana de gestação e boas condições obstétricas. Nesses casos, o risco de transmissão vertical é extremamente baixo, comparável ao da cesariana, permitindo a via vaginal com monitoramento cuidadoso e evitando procedimentos invasivos como amniotomia artificial ou fórceps.
No Brasil, a amamentação por mulheres vivendo com HIV é contraindicada, independentemente do uso de TARV ou níveis de carga viral, devido ao risco residual de transmissão pelo leite materno. O aleitamento deve ser substituído por fórmula infantil, e a lactação deve ser inibida mecanicamente (enfaixamento) ou farmacologicamente com cabergolina logo após o parto.
A Zidovudina (AZT) intravenosa deve ser administrada desde o início do trabalho de parto ou 3 horas antes da cesariana eletiva até o clampeamento do cordão umbilical. Ela é obrigatória para pacientes com carga viral > 100 ou desconhecida. Pacientes com CV indetectável que mantiveram TARV durante a gestação podem ser dispensadas do AZT venoso, conforme protocolos recentes.
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