HIV e Amamentação: Recomendações e Prevenção da Transmissão

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Gestante primigesta, gestação de 38 semanas, sabidamente infectada pelo HIV, carga virai realizada há três semanas menor que 1.000 cópias/ml, vem à consulta manifestando preocupação com a amamentação. Frente a essa situação clínica, qual a CONDUTA MAIS ADEQUADA?

Alternativas

  1. A) Orientar que o aleitamento natural é possível desde que seja administrada imunoglobulina no recém-nascido
  2. B) Orientar que o aleitamento deverá ser por fórmula láctea artificial, devido ao risco de contaminação do recém-nascido pelo leite materno
  3. C) Orientar que o aleitamento deverá ser por fórmula láctea artificial no primeiro mês e, posteriormente, avaliado por exames na criança
  4. D) Orientar que o aleitamento natural será possível desde que a gestante receba antirretroviral durante o trabalho de parto

Pérola Clínica

Gestante HIV+ → contraindicação absoluta de aleitamento materno, mesmo com carga viral indetectável.

Resumo-Chave

A amamentação é formalmente contraindicada para mães soropositivas para HIV no Brasil, independentemente da carga viral, devido ao risco de transmissão vertical do vírus pelo leite materno. A recomendação é o uso de fórmula láctea artificial para o recém-nascido. Esta é uma medida crucial na prevenção da transmissão vertical do HIV.

Contexto Educacional

A infecção pelo HIV em gestantes representa um desafio significativo na saúde pública, especialmente no que tange à prevenção da transmissão vertical (TV) para o recém-nascido. A TV pode ocorrer durante a gestação, no parto ou no pós-parto, através do aleitamento materno. No Brasil, a prevalência de HIV em gestantes tem se mantido estável, e a prevenção da TV é uma prioridade. A fisiopatologia da transmissão pelo leite materno envolve a presença de partículas virais no leite, que podem infectar o trato gastrointestinal do bebê. O diagnóstico da infecção materna é crucial para iniciar a profilaxia. A suspeita de HIV em gestantes deve levar ao rastreamento universal. A conduta mais adequada para a gestante HIV positiva, independentemente da carga viral, é a contraindicação absoluta do aleitamento materno. O tratamento da gestante com antirretrovirais (TARV) é fundamental para reduzir a carga viral e o risco de TV. No entanto, mesmo com TARV eficaz, o risco de transmissão pelo leite materno não é zero. Portanto, a recomendação é o uso de fórmula láctea artificial. O prognóstico para o recém-nascido é significativamente melhor com a adesão a todas as medidas de profilaxia, incluindo a não amamentação.

Perguntas Frequentes

Por que o aleitamento materno é contraindicado em mães HIV positivas?

O aleitamento materno é contraindicado em mães HIV positivas devido ao risco de transmissão vertical do vírus para o recém-nascido através do leite materno, mesmo quando a mãe está em tratamento antirretroviral e possui carga viral indetectável ou baixa.

Qual a conduta recomendada para a alimentação de recém-nascidos de mães HIV positivas?

A conduta recomendada é a substituição do leite materno por fórmula láctea artificial desde o nascimento, garantindo a nutrição adequada do bebê sem o risco de transmissão do HIV. O acesso à fórmula deve ser assegurado pelos serviços de saúde.

A carga viral baixa ou indetectável da mãe HIV positiva permite a amamentação?

Não, mesmo com carga viral baixa ou indetectável, o risco de transmissão do HIV pelo leite materno ainda existe. As diretrizes brasileiras e de muitos outros países contraindicam formalmente a amamentação para mães HIV positivas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo