MedEvo Simulado — Prova 2025
Uma puérpera de 28 anos, soropositiva para HIV, deu à luz um recém-nascido a termo. A mãe expressa forte desejo de amamentar. Considerando as diretrizes brasileiras, qual a conduta mais adequada em relação ao aleitamento materno neste caso:
Puérpera HIV+ → Contraindicação formal de aleitamento materno no Brasil, mesmo com carga viral indetectável.
No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde contraindicam formalmente o aleitamento materno para mães soropositivas para HIV, independentemente da carga viral. O risco de transmissão vertical pelo leite materno, embora reduzido com carga viral indetectável, ainda existe e é evitado com alimentação artificial.
A infecção pelo HIV na gestação e puerpério representa um desafio significativo na saúde pública, especialmente no que tange à prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus. A TV pode ocorrer durante a gestação, parto ou aleitamento materno. No Brasil, o Programa Nacional de DST/AIDS e Hepatites Virais estabelece diretrizes claras para o manejo dessas pacientes, visando a eliminação da TV do HIV. A fisiopatologia da transmissão do HIV pelo leite materno envolve a presença de partículas virais e células infectadas no leite, que podem ser transmitidas ao lactente. Embora o tratamento antirretroviral da mãe e a supressão da carga viral reduzam drasticamente o risco, ele não é completamente eliminado. Por essa razão, e considerando a disponibilidade de alternativas seguras e acessíveis de alimentação artificial no país, as diretrizes brasileiras contraindicam formalmente o aleitamento materno para mães soropositivas para HIV. A conduta mais adequada, portanto, é orientar a puérpera sobre a contraindicação do aleitamento materno e oferecer suporte para a alimentação artificial do recém-nascido com fórmulas infantis ou leite humano pasteurizado de banco de leite. Além disso, o recém-nascido de mãe HIV+ deve receber profilaxia antirretroviral desde o nascimento, conforme protocolo, para reduzir ainda mais o risco de TV. O acompanhamento multidisciplinar da mãe e do bebê é essencial para garantir a saúde de ambos.
O aleitamento materno é contraindicado devido ao risco de transmissão vertical do HIV para o bebê através do leite materno, mesmo que a mãe esteja em tratamento e com carga viral indetectável.
As opções incluem fórmulas infantis e leite humano pasteurizado de banco de leite, garantindo que o bebê receba nutrição adequada sem o risco de transmissão do HIV.
Não. Embora o RN receba profilaxia antirretroviral, o risco de transmissão pelo leite materno persiste, e as diretrizes brasileiras mantêm a contraindicação do aleitamento.
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