HA - Hospital das Américas - Rede Américas (SP) — Prova 2015
A conformação do atual sistema de saúde no Brasil tem influências que remontam ao início do século passado. Resumidamente, é possível dividir a saúde pública brasileira, do último século, em grandes períodos, cada um com significados políticos e econômicos diferentes. A partir disso, podemos considerar que:
Década de 60: urbanização e industrialização impulsionaram o modelo médico-previdenciário no Brasil.
A alternativa B está correta ao descrever a transição econômica e social do Brasil a partir da década de 60, com a urbanização e industrialização, que levou ao surgimento de uma grande massa de trabalhadores assalariados. Isso fortaleceu o modelo médico-previdenciário, onde o acesso à saúde estava vinculado à contribuição para a previdência social, beneficiando principalmente os trabalhadores formais.
A história da saúde pública no Brasil é marcada por diferentes modelos e transformações sociais e econômicas. No início do século XX, o modelo predominante era o sanitarista campanhista, focado no controle de epidemias e no saneamento básico, visando proteger as cidades e as exportações agrícolas. Este modelo era centralizado e vertical, com pouca atenção à assistência individual. A partir da década de 1930, e intensificando-se nas décadas de 1950 e 1960, o Brasil passou por um processo de urbanização e industrialização acelerado. Isso gerou uma grande massa de trabalhadores assalariados, que passaram a ter acesso a benefícios previdenciários, incluindo a assistência médica. Surgiu, então, o modelo médico-previdenciário, caracterizado pela assistência curativa e hospitalocêntrica, financiada pelas contribuições dos trabalhadores e empregadores, mas que excluía grande parte da população não formalmente empregada. Este modelo previdenciário foi alvo de críticas crescentes, culminando no movimento da Reforma Sanitária na década de 1970 e 1980, que defendia a saúde como um direito de todos e dever do Estado. As Ações Integradas de Saúde (AIS), criadas em 1983, foram uma tentativa de integrar os serviços de saúde e previdência, descentralizar a gestão e racionalizar o uso de recursos, sendo um passo importante para a posterior criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição Federal de 1988, que estabeleceu a saúde como um direito universal e integral.
O modelo sanitarista campanhista, predominante no início do século XX, focava no controle de epidemias e doenças transmissíveis (febre amarela, varíola) e no saneamento, visando proteger a economia exportadora e as cidades portuárias.
O movimento da Reforma Sanitária, nas décadas de 70 e 80, criticou o modelo previdenciário excludente e defendeu a saúde como direito universal, culminando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988.
As AIS (1983) foram um marco de transição, buscando integrar as ações de saúde e previdência, descentralizar serviços e racionalizar recursos, preparando o terreno para a criação do SUS e a universalização do acesso.
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