UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2018
Sobre a evolução das políticas de saúde no Brasil, assinale a alternativa correta:
Constituição de 1891 descentralizou saúde para estados/municípios, governo central focou na vigilância sanitária portuária.
A Constituição de 1891 marcou uma fase de descentralização das atribuições de saúde no Brasil, transferindo a responsabilidade para estados e municípios, enquanto o governo central manteve o foco na vigilância sanitária dos portos, um ponto crucial para o controle de epidemias e comércio internacional.
A história das políticas de saúde no Brasil é complexa e marcada por diferentes fases, reflexo das transformações sociais, econômicas e políticas do país. Desde o período colonial, as ações de saúde eram incipientes e focadas em medidas de controle de epidemias e saneamento básico. Com a Proclamação da República, a Constituição de 1891 trouxe uma mudança significativa ao descentralizar as atribuições relacionadas com a saúde, transferindo-as para os estados e municípios. Nesse contexto, o governo central manteve a responsabilidade pela vigilância sanitária dos portos, uma medida estratégica para o controle de doenças infecciosas que chegavam ao país e para a proteção do comércio internacional. Essa descentralização inicial, embora limitada, foi um passo importante para a organização da saúde pública. As décadas seguintes foram marcadas por diferentes modelos, como o sanitarismo campanhista e, posteriormente, a previdência social, que atendia apenas aos trabalhadores formais. Para residentes, entender essa evolução é fundamental para compreender as raízes do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios históricos enfrentados. A transição para um modelo mais abrangente e universal, como o SUS, foi um processo gradual, influenciado por movimentos sociais e reformas sanitárias que culminaram na Constituição de 1988, que estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado.
A Constituição de 1891 promoveu a descentralização das atribuições de saúde, transferindo-as para estados e municípios, enquanto o governo central se reservou a vigilância sanitária dos portos.
Na década de 1950, o modelo predominante ainda era o médico-assistencialista, focado na doença e no atendimento curativo, e não o médico-preventivo socializante.
Não, o processo de organização das ações e serviços de saúde no Brasil teve particularidades e não esteve necessariamente na contramão, mas com características próprias e influências diversas.
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