UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Sobre a história da saúde pública no Brasil, é INCORRETO afirmar:
Saúde pública Brasil: evolução sempre ligada a contextos político-sociais e econômicos.
A evolução da saúde pública no Brasil nunca foi dissociada do contexto político-social e econômico, sendo profundamente influenciada por eventos históricos, movimentos sociais e crises sanitárias que moldaram as políticas e a estrutura do sistema de saúde.
A história da saúde pública no Brasil é um campo complexo e intrinsecamente ligado à evolução político-social e econômica do país. Longe de ser um processo dissociado, as políticas de saúde sempre foram moldadas pelas demandas sociais, crises sanitárias, modelos econômicos e regimes políticos vigentes. Desde o período colonial, com as primeiras ações de controle de epidemias para proteger os portos e a economia, até a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde pública reflete as tensões e conquistas da sociedade brasileira. No início do século XX, o sanitarismo campanhista, liderado por figuras como Oswaldo Cruz, focou no controle de doenças epidêmicas para garantir o desenvolvimento econômico. Posteriormente, a previdência social, iniciada com a Lei Eloy Chaves em 1923, ofereceu assistência médica restrita aos trabalhadores formais. A Constituição de 1934 já trazia garantias sociais importantes, mas foi a partir da redemocratização e do Movimento da Reforma Sanitária, na década de 1980, que a saúde passou a ser vista como um direito universal. A Constituição de 1988 e as Leis Orgânicas da Saúde (8.080/90 e 8.142/90) foram marcos revolucionários, estabelecendo o SUS como um sistema público, universal, integral e equitativo. Compreender essa trajetória é fundamental para residentes, pois permite contextualizar os desafios atuais do SUS, as desigualdades em saúde e a importância da participação social na construção de um sistema mais justo e eficaz.
A Constituição Federal de 1988, que estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, e as Leis Orgânicas da Saúde (8.080/90 e 8.142/90) que regulamentaram o Sistema Único de Saúde (SUS).
As grandes epidemias (como febre amarela, varíola, peste bubônica) foram catalisadores para a criação de órgãos de saúde e medidas sanitárias, especialmente no início do século XX, visando proteger a economia e os portos.
O Movimento da Reforma Sanitária, com forte participação popular e de profissionais de saúde, foi fundamental para a concepção e inclusão do direito universal à saúde na Constituição de 1988, culminando na criação do SUS.
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