PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2019
Analise as seguintes afirmativas concernentes à história das políticas de saúde no Brasil e assinale a alternativa INCORRETA:
Antes do SUS → Saúde fragmentada: previdência (trabalhadores formais) ≠ saúde pública (população geral).
Antes da criação do SUS, as políticas de saúde no Brasil eram caracterizadas pela dualidade e fragmentação, com a previdência social focada nos trabalhadores formais e a saúde pública (campanhas sanitárias) para a população geral, sem uma integração efetiva.
A história das políticas de saúde no Brasil é marcada por uma evolução complexa, culminando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes da Constituição de 1988, o cenário era de grande fragmentação e desigualdade no acesso. As primeiras ações de saúde pública no Brasil, no início do século XX, focavam no controle de doenças epidêmicas e na vigilância sanitária de portos, visando proteger a economia e a elite. Posteriormente, a previdência social, iniciada com as Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs) e depois os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), oferecia assistência médica aos trabalhadores formais e seus dependentes. No entanto, essas ações eram desintegradas das campanhas de saúde pública e não garantiam acesso universal. A alternativa incorreta reside na afirmação de integração entre previdência social e saúde pública. Na realidade, eram sistemas paralelos e desarticulados, com a previdência focada na assistência curativa e a saúde pública nas ações preventivas e de controle de endemias, sem uma visão unificada de direito à saúde para todos. A Reforma Sanitária Brasileira, impulsionada por movimentos sociais e intelectuais, foi fundamental para a concepção do SUS, que universalizou o acesso à saúde como um direito de cidadania.
O SUS foi estabelecido pela Constituição Federal de 1988, regulamentado pelas Leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90, consolidando o direito universal à saúde.
Antes do SUS, o acesso era principalmente vinculado à previdência social, beneficiando trabalhadores formais. A população não segurada dependia de serviços filantrópicos ou campanhas de saúde pública.
Durante a ditadura militar, houve uma expansão dos serviços privados de saúde e um fortalecimento do modelo médico-assistencial privatista, com foco na medicina curativa e hospitalar.
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