FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
A construção do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil é resultado de um processo histórico de lutas sociais, transformações institucionais e mudanças no modelo de atenção à saúde. Ao longo do tempo, políticas, programas e marcos legais foram fundamentais para consolidar o SUS como política pública universal. Organize cronologicamente os eventos a seguir, relacionados ao desenvolvimento das políticas de saúde no Brasil, e assinale a sequência correta: ( ) Lançamento do Programa Mais Médicos, em 2013, com foco na ampliação do acesso e provimento de profissionais em áreas de difícil fixação. ( ) Implantação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), garantiu a ampliação da cobertura vacinal e a redução de doenças transmissíveis. ( ) Criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966, durante a ditadura militar, unificando os antigos institutos previdenciários e mantendo o modelo excludente da medicina previdenciária. ( ) Realização da 8ª Conferência Nacional de Saúde, marco participativo que influenciou diretamente a formulação do SUS. ( ) Atuação dos serviços de saúde na República Velha com foco em campanhas sanitárias centralizadas e no combate a epidemias urbanas, lideradas por figuras como Oswaldo Cruz.
Saúde BR: Campanhas (Rep. Velha) → INPS (1966) → PNI (1973) → 8ª Conf (1986) → Mais Médicos (2013).
A evolução da saúde no Brasil reflete a transição de um modelo previdenciário excludente para um sistema universal e descentralizado (SUS).
A história da saúde pública no Brasil é marcada por rupturas e continuidades. No início do século XX (República Velha), o foco era o saneamento dos portos. Com a era Vargas e posteriormente o regime militar (INPS), a saúde vinculou-se ao trabalho formal. O movimento da Reforma Sanitária, culminando na 8ª Conferência, propôs a saúde como direito de cidadania. Marcos como o PNI (1973) mostraram a capacidade de execução estatal, enquanto programas recentes como o Mais Médicos (2013) buscaram corrigir desigualdades regionais na distribuição de profissionais, consolidando a expansão do acesso iniciada com o SUS.
Realizada em 1986, foi o primeiro grande evento de participação social na saúde. Ela estabeleceu as bases doutrinárias do SUS (universalidade, equidade e integralidade) e influenciou diretamente a Assembleia Constituinte de 1988, que definiu a saúde como um direito de todos e dever do Estado.
O modelo era predominantemente 'campanhista' e sanitarista, focado no combate a epidemias que prejudicavam o comércio exterior (como febre amarela e peste bubônica). Era uma atuação centralizada, autoritária e sem foco na assistência individual universal.
O INPS (1966) unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), mas manteve o modelo meritocrático: apenas trabalhadores com carteira assinada e seus dependentes tinham direito à assistência médica. O SUS, por outro lado, rompeu com esse vínculo previdenciário, tornando o acesso universal.
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