Dermatoses: Achados Histopatológicos Chave para o Diagnóstico

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020

Enunciado

As dermatoses produzem achados histopatológicos que dão pistas sobre tipo de alteração cutânea que as estão provocando. Tendo em vista, os achados encontrados em fragmentos cutâneos, numere a segunda coluna de acordo com a primeira. ( 1 ) Degeneração Granular; ( 2 ) Degeneração Hidrópica; ( 3 ) Degeneração Basofilico; ( 4 ) Degeneração Fibrinoide; ( 5 ) Degeneração Balonizante; (   ) Característica de viroses; (   ) Própria de colagenoses, podendo estar presente em vasculite necrosante e nódulos reumatoides; (   ) Degeneração fisiológica em áreas expostas aos raios UV e, de modo patológico, em afecções por fotosenssibilidade; (   ) Presente em Lúpus Eritematoso, Líquen plano, Dermatomiosite, Líquen Escleroso e Atrófico e Erupção Medicamentosa Fixa; (   ) Presente em doenças congênitas com alteração de queratinização como eritrodermia ictiosiforme bolhosa, queratodermia palmo plantar e nevo verrucoso. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é . 

Alternativas

  1. A) 1 2 3 5 4
  2. B) 1 5 3 2 4
  3. C) 2 1 5 4 3
  4. D) 5 4 3 2 1
  5. E) 4 2 1 3 5

Pérola Clínica

A degeneração balonizante é característica de viroses, enquanto a fibrinoide é típica de colagenoses e vasculites.

Resumo-Chave

A questão aborda a correlação entre tipos de degeneração celular e tecidual na histopatologia cutânea e as doenças dermatológicas associadas. É essencial conhecer as características microscópicas de cada degeneração para o diagnóstico diferencial das dermatoses.

Contexto Educacional

A histopatologia cutânea é uma ferramenta diagnóstica indispensável em dermatologia, permitindo a identificação de padrões de alteração celular e tecidual que são característicos de diversas dermatoses. O conhecimento das diferentes formas de degeneração é crucial para o residente, pois cada uma aponta para um grupo específico de patologias, auxiliando no diagnóstico diferencial. A degeneração balonizante, por exemplo, é um marcador clássico de infecções virais, onde o vírus causa inchaço e lise celular. A degeneração fibrinoide, por sua vez, é um achado comum em doenças do tecido conjuntivo e vasculites, refletindo dano vascular e deposição de fibrina. Já a degeneração hidrópica da camada basal é um sinal de agressão à junção dermoepidérmica, vista em doenças autoimunes e reações medicamentosas. A degeneração basofílica, ou elastose solar, é uma alteração do colágeno e elastina induzida pela exposição crônica à radiação UV, enquanto a degeneração granular está associada a distúrbios de queratinização. A correta interpretação desses achados microscópicos é fundamental para correlacionar com a clínica e estabelecer o diagnóstico preciso, sendo um pilar na formação do dermatologista.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da degeneração balonizante na histopatologia cutânea?

A degeneração balonizante é um achado histopatológico característico de infecções virais que afetam a pele, como herpes simples, varicela e zoster, onde as células epidérmicas incham e perdem suas junções intercelulares, formando vesículas.

Em quais doenças a degeneração fibrinoide é comumente encontrada?

A degeneração fibrinoide é frequentemente observada em colagenoses, como lúpus eritematoso, dermatomiosite, e em vasculites necrosantes, onde há deposição de material eosinofílico amorfo (fibrina) na parede dos vasos ou no tecido conjuntivo.

O que a degeneração hidrópica da camada basal indica?

A degeneração hidrópica da camada basal, caracterizada por edema e vacuolização das células basais, é um sinal de dano na interface dermoepidérmica, comum em doenças como lúpus eritematoso, líquen plano e erupção medicamentosa fixa.

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