CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Em um corte histológico do nervo óptico, as seguintes estruturas podem ser vistas:
Nervo Óptico = Axônios ganglionares + Oligodendrócitos + Astrócitos (extensão do SNC).
O nervo óptico é histologicamente uma extensão do sistema nervoso central, composto por axônios de células ganglionares e sustentado por oligodendrócitos e astrócitos.
A compreensão da histologia do nervo óptico é fundamental para entender patologias como o glaucoma, a neurite óptica e o papiledema. O fato de ser um trato do SNC implica que ele não possui a mesma capacidade de regeneração que os nervos periféricos. A organização fascicular dos axônios e a presença de uma rica rede de astrócitos formam a base para a resistência mecânica e o suporte trófico necessários para manter a condução dos impulsos visuais da retina até o corpo geniculado lateral.
O nervo óptico é composto principalmente pelos axônios das células ganglionares da retina. Além dos axônios, ele contém células da glia: astrócitos (que fornecem suporte estrutural e metabólico), oligodendrócitos (responsáveis pela formação da bainha de mielina no segmento pós-laminar) e microgliócitos (células de defesa imunológica). Não existem células de Müller ou células bipolares no nervo óptico, pois estas residem nas camadas da retina.
Diferente dos outros nervos cranianos (exceto o olfatório), o nervo óptico desenvolve-se a partir do diencéfalo, sendo um trato de fibras do sistema nervoso central. Suas características histológicas confirmam isso: é revestido pelas meninges (dura-máter, aracnoide e pia-máter), contém líquido cefalorraquidiano no espaço subaracnoideo e sua mielinização é feita por oligodendrócitos, o que explica por que ele é afetado em doenças desmielinizantes do SNC, como a esclerose múltipla.
A mielinização dos axônios das células ganglionares começa normalmente logo atrás da lâmina crivosa (segmento retrolaminar). Na retina e na cabeça do nervo óptico (disco óptico), os axônios não são mielinizados para garantir a transparência necessária à passagem da luz. A presença de fibras de mielina na retina é considerada uma variação anatômica congênita que pode causar escotomas relativos.
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