CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
O epitélio posterior da íris:
Epitélio posterior íris = continuação do ciliar não pigmentado + intensa pigmentação.
A camada epitelial posterior da íris é embriologicamente contínua ao epitélio não pigmentado do corpo ciliar, porém sofre intensa pigmentação funcional na íris.
O conhecimento da histologia da úvea anterior é recorrente em provas de oftalmologia. A transição entre o corpo ciliar e a íris apresenta uma inversão funcional: enquanto no corpo ciliar a camada interna é não pigmentada (responsável pela produção do humor aquoso), na íris essa mesma camada torna-se o epitélio posterior intensamente pigmentado. Clinicamente, alterações nessas camadas podem levar a síndromes de dispersão pigmentar ou defeitos de transiluminação. O entendimento da continuidade anatômica ajuda a compreender a propagação de processos inflamatórios e neoplásicos entre os segmentos da úvea.
O epitélio posterior da íris origina-se da camada interna do cálice óptico neuroectodérmico. Histologicamente, ele é a continuação direta do epitélio não pigmentado do corpo ciliar (pars plana e pars plicata). No entanto, ao contrário do epitélio ciliar correspondente, as células do epitélio posterior da íris são densamente preenchidas por grânulos de melanina, conferindo-lhe uma aparência intensamente pigmentada e opaca, essencial para a função de diafragma da íris.
A íris possui duas camadas epiteliais posteriores de origem neuroectodérmica. A camada anterior (mais próxima ao estroma) é composta por células mioepiteliais que formam o músculo dilatador da pupila e possuem pigmentação moderada. A camada posterior (voltada para a câmara posterior) é composta por células epiteliais colunares simples intensamente pigmentadas, cujas superfícies apicais estão voltadas para as superfícies apicais da camada anterior.
A pigmentação intensa do epitélio posterior da íris é fundamental para a óptica ocular. Ela garante que a íris atue como um diafragma opaco real, impedindo a passagem de luz através do tecido iriano e permitindo que a luz entre no olho exclusivamente através da pupila. Isso reduz aberrações cromáticas e melhora a acuidade visual, além de proteger as estruturas internas de danos actínicos.
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