MedEvo Simulado — Prova 2026
Viviane, 22 anos, primigesta, em trabalho de parto ativo com 39 semanas de gestação, apresenta ruptura espontânea das membranas ovulares (amniorrexe) com saída de líquido amniótico claro. Do ponto de vista histológico, as membranas fetais são estruturas complexas que desempenham funções mecânicas e bioquímicas cruciais. O âmnio, especificamente, é composto por cinco camadas distintas. A camada mais externa do âmnio, que se encontra em contato com o córion leve e é caracterizada por uma rede de fibras colágenas imersas em uma matriz rica em proteoglicanos, funcionando como uma zona de deslizamento que permite a mobilidade do âmnio sobre o córion, é denominada:
Camada espongiosa = zona de deslizamento entre âmnio e córion (rica em proteoglicanos).
O âmnio possui 5 camadas; a espongiosa é a mais externa e permite a mobilidade mecânica sobre o córion, essencial para a integridade das membranas.
As membranas fetais (âmnio e córion) são tecidos avasculares, porém metabolicamente ativos, que envolvem a cavidade amniótica. O âmnio é a camada interna, responsável pela maior parte da resistência mecânica da bolsa. Histologicamente, sua organização em cinco camadas é um exemplo de engenharia biológica: o epitélio secreta citocinas, a camada compacta oferece suporte estrutural via colágenos I, III e V, e a camada espongiosa, situada na periferia, garante a mobilidade necessária para acomodar o crescimento fetal e as contrações uterinas. O conhecimento dessa microestrutura é fundamental para entender patologias como a Ruptura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO), onde ocorre a degradação enzimática dessas camadas.
As cinco camadas do âmnio, da face interna (em contato com o líquido amniótico) para a externa, são: 1. Epitélio amniótico (cuboidal/colunar); 2. Membrana basal; 3. Camada compacta (rica em colágeno, confere resistência); 4. Camada fibroblástica; e 5. Camada espongiosa (zona de deslizamento em contato com o córion).
A camada espongiosa é composta por uma rede de fibras de colágeno e uma matriz abundante de proteoglicanos e glicosaminoglicanos. Sua principal função é atuar como uma interface de baixa fricção ou 'zona de deslizamento', permitindo que o âmnio se mova independentemente do córion leve, o que protege as membranas contra rupturas por forças de cisalhamento.
A integridade e elasticidade do âmnio são cruciais para manter a bolsa íntegra até o momento ideal do parto. A camada compacta fornece a força tênsil necessária para suportar a pressão do líquido amniótico, enquanto a camada espongiosa absorve tensões mecânicas através do deslizamento, retardando a ruptura das membranas (amniorrexe).
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