Infertilidade Conjugal: Exames Essenciais e Diagnóstico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022

Enunciado

Casal procura atendimento com desejo de engravidar. Estão sem contracepção há 1 ano e 6 meses. Ela, 35 anos e nuligesta, tem historia de ciclos menstruais regulares, com fluxo moderado e dismenorreia, que se intensificou no último ano. Ele, 34 anos e um filho de outro relacionamento, relata história de hérnia inguinal unilateral corrigida cirurgicamente na infância. Qual das afirmativas abaixo está CORRETA, considerando os exames iniciais para avaliação e identificação de possível causa de infertilidade desse casal?

Alternativas

  1. A) Dosagem de FSH esta indicada e pode ser realizada em qualquer dia do ciclo menstrual
  2. B) Endometriose é um provável diagnóstico e o exame padrão-ouro para o seu diagnóstico é a ressonância magnética
  3. C) Histerossalpingografia apresenta alta sensibilidade para detecção de oclusão tubária
  4. D) Espermograma não faz parte da propedêutica inicial, nos casos em que o parceiro já tenha sido pai de um filho

Pérola Clínica

Histerossalpingografia = alta sensibilidade para oclusão tubária, essencial na investigação de infertilidade.

Resumo-Chave

A histerossalpingografia é um exame fundamental na propedêutica da infertilidade feminina, permitindo avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia uterina. A dismenorreia progressiva na mulher sugere endometriose, enquanto a história de hérnia inguinal corrigida no homem pode levantar suspeita de alterações testiculares ou ductais.

Contexto Educacional

A investigação da infertilidade conjugal é um processo sistemático que envolve a avaliação de ambos os parceiros. A definição de infertilidade é a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção para mulheres com menos de 35 anos, ou 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais. A idade da mulher, a história de dismenorreia progressiva e a história cirúrgica do homem são dados cruciais para direcionar a investigação. Os exames iniciais para a mulher incluem a avaliação da reserva ovariana (FSH, hormônio antimülleriano), ultrassonografia transvaginal e a histerossalpingografia. A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina, sendo fundamental para identificar fatores tubários, que representam uma causa significativa de infertilidade. Para o homem, o espermograma é o exame inicial e indispensável, mesmo que ele já tenha tido filhos, pois a fertilidade pode variar ao longo da vida. O manejo da infertilidade depende da causa identificada. Em casos de oclusão tubária, pode-se considerar a fertilização in vitro. A endometriose, se confirmada, pode ser tratada clinicamente ou cirurgicamente. A avaliação completa e individualizada do casal é essencial para definir a melhor estratégia terapêutica e aumentar as chances de sucesso reprodutivo.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da histerossalpingografia na investigação da infertilidade?

A histerossalpingografia é crucial para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, identificando fatores tubários e uterinos que podem causar infertilidade, como aderências ou malformações.

Por que a dismenorreia progressiva é um sinal importante na investigação da infertilidade?

A dismenorreia progressiva, especialmente se associada à dor pélvica crônica ou dispareunia, é um sintoma sugestivo de endometriose, uma das principais causas de infertilidade feminina devido à distorção anatômica e inflamação.

O espermograma é sempre necessário mesmo se o homem já tiver filhos?

Sim, o espermograma é parte da propedêutica inicial em todos os casos de infertilidade, pois a fertilidade masculina pode ser afetada por novas condições ou fatores ao longo do tempo, independentemente de gestações anteriores.

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