Endometriose e Infertilidade: O Papel da Histerossalpingografia

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 30 anos, nuligesta, procura atendimento médico com queixa de cólicas menstruais intensas desde a adolescência, com piora progressiva nos últimos anos. A dor inicia-se um dia antes da menstruação e persiste durante os primeiros dias do fluxo, e irradia-se para a região lombar. Refere também dispareunia, com piora no período menstrual. Relata ainda que tem tentado engravidar há dois anos, sem sucesso. Nega comorbidades ou uso de medicações contínuas. Ao exame físico ginecológico, observa-se dor à palpação dos ligamentos uterossacros e espessamento do septo retovaginal. Considerando a principal suspeita clínica, qual das alternativas a seguir traz o exame complementar mais indicado para auxiliar na investigação diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Histerossalpingografia.
  2. B) Ultrassonografia transvaginal.
  3. C) Dosagem sérica de prolactina.
  4. D) Ressonância magnética de pelve.

Pérola Clínica

Endometriose com infertilidade e dor pélvica → Histerossalpingografia para avaliar tubas.

Resumo-Chave

A histerossalpingografia é crucial na investigação da infertilidade associada à endometriose, pois avalia a permeabilidade tubária e a anatomia uterina, que podem ser comprometidas pela doença. Embora a ultrassonografia transvaginal seja útil para identificar lesões endometrióticas, ela não avalia a função tubária, essencial para a fertilidade.

Contexto Educacional

A endometriose é uma condição crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. A suspeita clínica é fundamental e baseia-se na história e exame físico. A fisiopatologia envolve a implantação e crescimento de células endometriais ectópicas, que respondem aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, causando inflamação e dor. O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética de pelve são úteis para mapear as lesões. No entanto, em casos de infertilidade, a avaliação da permeabilidade tubária é crucial. O tratamento da endometriose varia conforme os sintomas e o desejo reprodutivo da paciente, podendo incluir terapia hormonal, cirurgia para remoção das lesões e, no contexto de infertilidade, técnicas de reprodução assistida. A histerossalpingografia, ao avaliar a permeabilidade tubária, é um passo diagnóstico essencial para guiar a conduta terapêutica em pacientes com infertilidade associada à endometriose.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que sugerem endometriose em mulheres jovens?

Os principais sintomas incluem dismenorreia secundária e progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia profunda e infertilidade. A dor pode irradiar para a região lombar ou membros inferiores.

Por que a histerossalpingografia é indicada na investigação de infertilidade em casos de suspeita de endometriose?

A histerossalpingografia é essencial para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas, que podem ser afetadas por aderências e obstruções causadas pela endometriose, impactando diretamente a capacidade de concepção.

Como diferenciar a dismenorreia primária da secundária no contexto da endometriose?

A dismenorreia primária geralmente inicia na adolescência sem causa orgânica, enquanto a secundária, como na endometriose, surge mais tarde, é progressiva, e frequentemente associada a outros sintomas como dispareunia e infertilidade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo