Histerossalpingografia (HSG): Uso e Benefícios na Infertilidade

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 36 anos, consulta por dificuldade de engravidar. Tem história de ter tido gonorreia com 28 anos. Seu parceiro sexual realizou espermograma, cujo resultado foi normal. Na consulta médica, foi indicado realizar uma histerossalpingografia (HSG). Em relação à HSG, afirma-se: I. Esse método é considerado padrão-ouro no diagnóstico do fator tubário e peritoneal. II. O contraste injetado permite visualizar a cavidade uterina, a permeabilidade das trompas e o posicionamento dos ovários. III. O exame pode determinar aumento dos índices de gravidez após a sua realização, resultando em aumento das taxas de nascidos vivos. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

Alternativas

  1. A) I.
  2. B) III.
  3. C) I e II.
  4. D) II e III.

Pérola Clínica

HSG avalia permeabilidade tubária e cavidade uterina; pode ↑ taxas de gravidez.

Resumo-Chave

A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico que avalia a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas, sendo crucial na investigação do fator tubário de infertilidade. Além de diagnóstica, a HSG com contraste oleoso pode ter um efeito terapêutico, aumentando as chances de gravidez.

Contexto Educacional

A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico fundamental na investigação da infertilidade feminina, especialmente para o diagnóstico do fator tubário. O procedimento envolve a injeção de contraste radiopaco através do colo uterino, permitindo a visualização da cavidade uterina e a avaliação da permeabilidade das tubas uterinas por meio de fluoroscopia. É crucial entender que, embora a HSG seja o padrão-ouro para o fator tubário, ela não é adequada para o diagnóstico do fator peritoneal, que geralmente requer laparoscopia. Além disso, a HSG não permite visualizar diretamente os ovários, focando-se na anatomia uterina e tubária. Um aspecto importante da HSG é seu potencial efeito terapêutico. Estudos indicam que a realização do exame, particularmente com contraste oleoso, pode aumentar as taxas de gravidez nos meses subsequentes. Isso é atribuído a possíveis mecanismos como a desobstrução de pequenas aderências tubárias, a remoção de detritos ou muco, e a melhora do ambiente tubário. Portanto, a HSG não é apenas um exame diagnóstico, mas também pode ser parte do plano de tratamento para casais com infertilidade.

Perguntas Frequentes

O que a histerossalpingografia (HSG) avalia na investigação da infertilidade?

A HSG avalia a morfologia da cavidade uterina, identificando anomalias como pólipos, miomas submucosos ou septos, e, principalmente, a permeabilidade das tubas uterinas, detectando obstruções que podem causar infertilidade.

A HSG é considerada padrão-ouro para o diagnóstico do fator tubário e peritoneal?

A HSG é considerada padrão-ouro para o diagnóstico do fator tubário, avaliando a permeabilidade das trompas. No entanto, para o fator peritoneal, como endometriose ou aderências, a laparoscopia diagnóstica é o padrão-ouro, não a HSG.

A realização da HSG pode aumentar as chances de gravidez?

Sim, estudos sugerem que a HSG, especialmente quando realizada com contraste oleoso, pode ter um efeito terapêutico, aumentando as taxas de gravidez e nascidos vivos nos meses seguintes ao procedimento, possivelmente pela desobstrução de pequenas aderências ou pela lavagem de detritos.

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