UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Qual exame pode visualizar a permeabilidade das tubas uterinas?
Permeabilidade tubária → Histerossalpingografia (HSG) é o exame padrão-ouro inicial.
A histerossalpingografia é o exame de escolha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina. Ele permite visualizar o trajeto do contraste pelas tubas, identificando obstruções ou alterações anatômicas que podem causar infertilidade.
A infertilidade feminina é um problema complexo que afeta milhões de casais, e a avaliação da permeabilidade das tubas uterinas é um passo fundamental em sua investigação. As tubas uterinas são responsáveis por captar o óvulo liberado pelo ovário e transportá-lo até o útero, além de ser o local onde ocorre a fertilização. Obstruções ou alterações em sua função podem impedir a concepção. A histerossalpingografia (HSG) é o método radiológico mais comum e amplamente utilizado para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. O procedimento envolve a injeção de um contraste radiopaco através do colo uterino, que preenche o útero e as tubas, permitindo a visualização de seu trajeto e o extravasamento para a cavidade peritoneal, indicando permeabilidade. Obstruções são identificadas pela interrupção do fluxo do contraste. Embora a laparoscopia com cromotubagem seja o padrão-ouro para avaliação tubária, por ser um procedimento cirúrgico invasivo, a HSG é preferida como exame de primeira linha devido à sua menor invasividade e custo. Outras opções, como a histerossonografia com contraste (HyCoSy), têm ganhado espaço por serem menos invasivas e não utilizarem radiação. A correta interpretação da HSG é vital para direcionar a conduta terapêutica, seja ela cirúrgica para desobstrução ou a indicação de técnicas de reprodução assistida.
A histerossalpingografia é indicada principalmente na investigação da infertilidade feminina para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e detectar anomalias na cavidade uterina, como pólipos, miomas submucosos ou sinéquias.
Os riscos incluem dor pélvica, infecção (especialmente em pacientes com histórico de doença inflamatória pélvica), reação alérgica ao contraste e exposição à radiação. É contraindicada em gestantes, pacientes com infecção pélvica ativa ou sangramento uterino anormal.
Sim, a laparoscopia diagnóstica com cromotubagem é considerada o padrão-ouro, mas é um procedimento invasivo. Outras opções incluem a histerossonografia com contraste (HyCoSy), que utiliza ultrassom e contraste salino ou gel, sendo menos invasiva e sem radiação.
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