SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Paciente 28 anos em investigação de infertilidade. Na propedêutica complementar em diagnóstico por imagem, foi realizada uma histerossalpingografia.Assinale a alternativa que identifica o fator causal pesquisado e o resultado da prova de Cotte.
HSG avalia fator tubário; Prova de Cotte positiva = tubas pérvias.
A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico essencial na investigação da infertilidade feminina, focando principalmente na avaliação da permeabilidade das tubas uterinas e da morfologia da cavidade uterina. A prova de Cotte positiva, caracterizada pela visualização do contraste extravasando para a cavidade peritoneal, indica que as tubas estão pérvias, um achado fundamental para a concepção natural.
A infertilidade afeta uma parcela significativa da população e sua investigação requer uma abordagem sistemática. Em mulheres, o fator tubário é uma das principais causas, respondendo por cerca de 25-35% dos casos. A histerossalpingografia (HSG) é um exame de primeira linha para avaliar a anatomia uterina e a permeabilidade das tubas, sendo fundamental para guiar as próximas etapas do tratamento. A HSG é realizada injetando-se um contraste radiopaco através do colo uterino, que preenche a cavidade uterina e, idealmente, as tubas uterinas, extravasando para a cavidade peritoneal. A prova de Cotte é considerada positiva quando o contraste é visualizado na cavidade peritoneal, indicando que as tubas estão pérvias. Uma prova de Cotte negativa, por outro lado, sugere obstrução tubária, que pode ser unilateral ou bilateral, e requer investigação adicional ou considerar técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV). Embora a HSG seja um exame valioso, ela pode ter limitações, como espasmos tubários que simulam obstrução ou a não identificação de patologias peritubárias. No entanto, sua acessibilidade e capacidade de fornecer informações cruciais sobre a permeabilidade tubária e a morfologia uterina a tornam indispensável na propedêutica da infertilidade. O entendimento correto de seus achados é vital para o residente em ginecologia e obstetrícia.
A histerossalpingografia é um exame radiológico que utiliza contraste para visualizar a cavidade uterina e as tubas uterinas. Sua principal indicação é a investigação da infertilidade feminina, avaliando a morfologia uterina e, crucialmente, a permeabilidade tubária, que é essencial para o encontro do óvulo com o espermatozoide.
A permeabilidade tubária é avaliada pela prova de Cotte. Durante a HSG, o contraste é injetado no útero e, se as tubas estiverem pérvias, ele fluirá através delas e extravasará para a cavidade peritoneal. A visualização desse extravasamento é o que caracteriza a prova de Cotte positiva, indicando que as tubas estão desobstruídas.
Além do fator tubário, a HSG pode identificar anormalidades na cavidade uterina, como pólipos, miomas submucosos, sinéquias (aderências) e malformações congênitas (útero septado, bicorno). Embora não seja o principal foco, essas alterações uterinas também podem contribuir para a infertilidade ou abortos de repetição.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo