UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
Há indicação de histerossalpingografia
HSG → avaliação da cavidade uterina e permeabilidade tubária em infertilidade e abortos de repetição.
A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico que utiliza contraste para visualizar a cavidade uterina e as tubas uterinas. É fundamental na investigação de infertilidade e abortos de repetição, pois pode identificar anomalias uterinas (como septos, sinéquias) e obstruções tubárias que impedem a concepção ou a manutenção da gravidez.
A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico fundamental na propedêutica da infertilidade feminina e na investigação de abortos espontâneos de repetição. Utiliza a injeção de contraste radiopaco através do colo uterino para visualizar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas. Sua importância clínica reside na capacidade de identificar fatores anatômicos que podem impedir a concepção ou a manutenção da gravidez, sendo um procedimento de rotina para residentes em ginecologia e obstetrícia. O procedimento permite avaliar a morfologia da cavidade uterina, detectando anomalias congênitas (como útero septado, bicorno) ou adquiridas (como sinéquias intrauterinas ou miomas submucosos) que podem ser causas de infertilidade ou abortos recorrentes. Além disso, a HSG é o principal método para verificar a permeabilidade das tubas uterinas, identificando obstruções que podem impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide ou o transporte do embrião para o útero. A presença de hidrossalpinge, por exemplo, pode ser visualizada e é um fator prognóstico negativo para a fertilidade. A interpretação correta da HSG é crucial para direcionar o tratamento, que pode variar desde a correção cirúrgica de anomalias uterinas (histeroscopia) até a indicação de técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), em casos de obstrução tubária bilateral. Embora seja um exame invasivo e com potencial desconforto, seus benefícios diagnósticos superam os riscos, fornecendo informações valiosas para o manejo da infertilidade e da perda gestacional recorrente.
As principais indicações incluem a investigação de infertilidade feminina (para avaliar permeabilidade tubária e cavidade uterina) e a pesquisa de causas para abortos espontâneos de repetição.
Em casos de abortos de repetição, a HSG pode identificar anomalias estruturais do útero, como septos uterinos, útero bicorno, útero didelfo, ou a presença de sinéquias intrauterinas (Síndrome de Asherman), que podem dificultar a implantação ou o desenvolvimento da gestação.
A HSG pode causar desconforto ou cólicas leves a moderadas durante a injeção do contraste. Geralmente, é recomendado o uso de analgésicos antes do procedimento para minimizar a dor.
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