Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Casal com quadro de infertilidade procura ginecologista para avaliação. Ela, nuligesta, com ciclos menstruais regulares, índice de massa corpórea 26 kg/m² e dosagem hormonal normal. Ele apresentou espermograma e espermocultura normais. O próximo passo nesse caso é:
Infertilidade com ovulação e espermograma normais → investigar fator tubário com histerossalpingografia.
Em casais com infertilidade, após descartar fatores ovulatórios (ciclos regulares, hormônios normais) e masculinos (espermograma normal), a próxima etapa essencial é avaliar a permeabilidade tubária da mulher, sendo a histerossalpingografia o exame de escolha para isso.
A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. Afeta cerca de 15% dos casais e sua investigação deve ser sistemática para identificar a causa e propor o tratamento adequado. A investigação inicial da infertilidade envolve a avaliação do fator masculino (espermograma e espermocultura), fator ovulatório (história menstrual, dosagens hormonais como FSH, LH, Estradiol, Prolactina, TSH), e reserva ovariana (AMH, contagem de folículos antrais). Se esses exames estiverem normais, como no caso da questão, o próximo passo crucial é investigar o fator tubário, que responde por uma parcela significativa das causas de infertilidade feminina. A histerossalpingografia é o exame padrão-ouro para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. Ele permite identificar obstruções tubárias, aderências ou outras anomalias que impeçam o encontro do óvulo com o espermatozoide ou a passagem do embrião para o útero. A identificação precoce de um fator tubário é essencial para direcionar o tratamento, que pode variar desde a correção cirúrgica até a fertilização in vitro.
Os primeiros passos incluem a avaliação do fator ovulatório (história menstrual, dosagens hormonais), fator masculino (espermograma) e reserva ovariana (AMH, contagem de folículos antrais).
A histerossalpingografia é indicada após a exclusão de fatores ovulatórios e masculinos, para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina.
As principais causas incluem distúrbios ovulatórios, fator tubário (obstrução), endometriose, fator uterino e diminuição da reserva ovariana.
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