FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Em relação à esterilidade, na avaliação do fotortuboperitoneal a rotina mínima de investigação deve ser:
Esterilidade por fator tuboperitoneal → Histerossalpingografia (HSG) é a rotina mínima para avaliação.
A histerossalpingografia (HSG) é o exame de primeira linha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina, sendo crucial na investigação da infertilidade feminina por fator tuboperitoneal.
A infertilidade feminina é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. O fator tuboperitoneal é uma das principais causas, respondendo por cerca de 30-40% dos casos, e envolve alterações nas tubas uterinas ou na cavidade peritoneal que impedem a fertilização ou o transporte do óvulo. A histerossalpingografia (HSG) é o exame padrão-ouro e de rotina mínima para a avaliação do fator tuboperitoneal. Este procedimento radiológico utiliza contraste iodado para visualizar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas, permitindo identificar obstruções, hidrossalpinge, aderências e anomalias uterinas. É fundamental para direcionar a conduta terapêutica, seja ela cirúrgica ou por técnicas de reprodução assistida. O tratamento da infertilidade por fator tuboperitoneal varia conforme a causa e a gravidade. Obstruções proximais podem ser tratadas com recanalização tubária seletiva, enquanto obstruções distais ou hidrossalpinge podem necessitar de salpingectomia antes da fertilização in vitro (FIV) para melhorar as taxas de sucesso. A compreensão da HSG e seus achados é crucial para o residente em Ginecologia e Obstetrícia.
A histerossalpingografia (HSG) é o método de escolha inicial, avaliando a anatomia uterina e a patência tubária. A laparoscopia pode ser usada para confirmação ou tratamento, se necessário.
A HSG é contraindicada em casos de gravidez, infecção pélvica ativa, sangramento uterino anormal não investigado ou alergia conhecida ao contraste iodado.
A HSG pode identificar obstruções tubárias (proximal ou distal), hidrossalpinge, aderências peritubárias, anomalias uterinas (septos, miomas submucosos) e pólipos endometriais.
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