HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em paciente com quadro de infertilidade secundária, objetivando avaliar a integridade das trompas, você deverá indicar a realização do seguinte exame:
Infertilidade secundária + avaliação tubária → Histerossalpingografia (HSG).
A histerossalpingografia é o exame padrão-ouro para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade endometrial em casos de infertilidade, especialmente a secundária. É crucial para identificar fatores tubários que impedem a concepção.
A infertilidade secundária, definida como a incapacidade de conceber após uma gestação prévia, afeta milhões de casais. A avaliação da integridade das trompas uterinas é um passo fundamental no diagnóstico, pois o fator tubário responde por uma parcela significativa dos casos. A histerossalpingografia (HSG) é o exame de escolha para essa avaliação. A HSG é um procedimento radiológico que permite visualizar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas. Através da injeção de contraste iodado pelo colo do útero, é possível identificar anomalias uterinas (como miomas submucosos ou pólipos) e, principalmente, obstruções tubárias, aderências peritubárias ou hidrossalpinge. O exame é realizado na fase folicular do ciclo menstrual para evitar a gravidez e minimizar o risco de irradiação. A interpretação da HSG é crucial para direcionar o tratamento da infertilidade. Em casos de obstrução tubária proximal, a recanalização pode ser uma opção, enquanto obstruções distais ou hidrossalpinge podem indicar a necessidade de cirurgia laparoscópica ou fertilização in vitro (FIV). É um exame de baixo risco, mas que exige preparo e pode causar desconforto, sendo importante a analgesia prévia.
A principal indicação da HSG é a avaliação da permeabilidade das tubas uterinas em pacientes com infertilidade, tanto primária quanto secundária, para identificar o fator tubário.
A HSG envolve a injeção de contraste radiopaco através do colo uterino, que preenche a cavidade uterina e as tubas. A visualização do contraste extravasando para a cavidade peritoneal indica permeabilidade.
Os riscos incluem dor pélvica, infecção pélvica (especialmente em pacientes com histórico de DIP), reação alérgica ao contraste e, raramente, perfuração uterina.
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