Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
É indicação de Histeroscopia:
Infertilidade secundária → Histeroscopia para avaliar patologias intracavitárias.
A histeroscopia é um procedimento essencial na investigação da infertilidade secundária, pois permite a visualização direta da cavidade uterina para identificar e, muitas vezes, tratar patologias como pólipos, miomas submucosos, sinéquias ou malformações que podem impedir a implantação ou gestação.
A histeroscopia é um procedimento ginecológico minimamente invasivo que permite a visualização direta da cavidade uterina e do canal cervical. É uma ferramenta diagnóstica e terapêutica essencial na ginecologia, com diversas indicações. Sua importância clínica é notável na investigação de sangramentos uterinos anormais, abortos de repetição e, crucialmente, na avaliação da infertilidade, tanto primária quanto secundária, onde patologias intracavitárias podem ser a causa. Fisiopatologicamente, a infertilidade secundária pode ser causada por alterações na cavidade uterina que impedem a implantação do embrião ou o desenvolvimento da gestação. A histeroscopia permite identificar essas alterações, como pólipos endometriais, miomas submucosos (que distorcem a cavidade), sinéquias (aderências intrauterinas) ou septos uterinos. O diagnóstico é feito pela visualização direta e, se necessário, biópsia. A suspeita de patologia intracavitária surge em pacientes com infertilidade inexplicada ou com achados ultrassonográficos sugestivos. O tratamento, muitas vezes, pode ser realizado durante a própria histeroscopia cirúrgica, removendo pólipos, miomas, lise de sinéquias ou ressecção de septos. O prognóstico para a concepção melhora significativamente após a correção dessas anormalidades. É um ponto de atenção para residentes reconhecer as indicações precisas da histeroscopia e suas limitações, como a não indicação para miomas subserosos que não afetam a cavidade.
A histeroscopia pode diagnosticar diversas patologias uterinas que causam infertilidade, incluindo pólipos endometriais, miomas submucosos, sinéquias uterinas (aderências), septos uterinos e outras malformações congênitas da cavidade.
A histeroscopia é crucial na infertilidade secundária porque permite a visualização direta e a biópsia de lesões intracavitárias que podem impedir a implantação embrionária ou causar abortos de repetição, oferecendo também a possibilidade de tratamento cirúrgico no mesmo procedimento.
As principais contraindicações da histeroscopia incluem gravidez confirmada, infecção pélvica ativa (como doença inflamatória pélvica ou cervicite aguda), sangramento uterino intenso que dificulte a visualização e perfuração uterina recente.
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